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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

COP 30 e a Belle Époque

Na história da Amazônia e, em particular, de Belém e Manaus, há um período histórico muito relevante ocorrido há pouco mais de 100 anos atrás, a Belle Époque (Bela Época), caracterizada por um período histórico de grande fervor urbano em grandes cidades da região. Entre 1870 e 1914, o mundo viveu um extenso período de paz, prosperidade, avanços científicos, tecnológicos e culturais, com reflexos em vários aspectos da vida cotidiana amazonida que buscava absorver costumes, construções, aspectos culturais e de consumo europeus. No livro Belém: Riquezas Produzindo a Belle-Époque (1870 - 1912) (2000), resultado de uma profunda pesquisa da autora Maria de Nazaré Sarges, temos um pouco deste panorama de mudanças perceptíveis na urbanidade da capital do Pará.

Os recursos injetados pelo vibrante comércio da borracha, extraída em larga escala em diversos pontos da Amazônia, favoreciam investimentos de grande porte na capital: prédios públicos, parques, serviços, residências, calçamentos, novas ruas, energia elétrica, entre outros, eram uma das faces mais visíveis desta "revolução" urbana que acontecia na capital paraense. Nos bastidores familiares, leis municipais, principalmente, no período de governo do intendente (Prefeito) Antônio Lemos, tentavam implementar novos costumes sociais, como até a forma como os habitantes se comportavam dentro dos imóveis. Nas ruas, a classe mais abastarda abusada do luxo das roubas, bailes e cabarés, num tom que contrastava com o calor dos trópicos, sendo Belém considerada um "inferno verde", mas também a "paris dos trópicos", a "paris na américa", nome lembrado até hoje pela icônica loja localizada no centro comercial de Belém.

Guardada as devidas proporções, a COP 30 (Conferência Climática da ONU), pouco mais de 100 anos depois, trás as moradores de Belém e da Região Metropolitana um pouco deste gostinho, com uma verdadeira revolução urbana e, de certa forma, de hábitos e costumes que estão dando novos ares a capital paraense. Desta vez a inspiração europeia ficou no passado e entrou o regionalismo que busca destacar pontos fortes de nossa brasilidade e dos povos amazônicos. Enquanto a Belle Époque transformou a capital paraense em pouco mais de 40 anos, a COP 30, em cerca de 2 anos, vem transformando o cenário da capital como nunca visto nas últimas décadas. São tantas obras e ações em andamento que até o pesquisador mais atento fica devendo todos os acontecimentos em curso. Sem dúvida, estamos num momento de grande vibração, pois o legado deixado pelo evento é inegável e será lembrado por muitas décadas, assim como a Belle Époque. A seguir alguns registro deste momento histórico da época da borracha, considerando as obras aceleradas por causa do evento:

Bondes e eletricidades foram grandes novidades entre 1890 e 1910.

Casarões e palacetes mostravam a riqueza circulante entre as famílias ricas da borracha.

Teatro da Paz, um dos grandes símbolos culturais da época.

Avenidas arborizadas entre os casarões comerciais.

Os canais centrais ainda eram navegáveis e traziam um charme especial a capital.

Ônibus renovados, com ar condicionado e elétricos, uma grande novidade para a mobilidade urbana.

Ponte de acesso ao distrito/ilha de Outeiro, construída em tempo recorde.

Viadutos em vários pontos de região metropolitana facilitam o trânsito e a conexão entre os bairros.

Rua da Marinha - apesar do visível impacto ambiental, a mobilidade nos bairros do entorno já começa a melhorar.

Parque da Cidade: o antigo aeroporto regional Júlio César virou um grande parque urbano.

Parque linear em dois grandes canais no centro da capital tentam reviver o charme da beira dos igarapés.

Obras e ações da COP 30:
-Mais de 30 mil pessoas qualificadas;
-Segunda ponte de acesso a ilha do Outeiro;
-Terminal internacional de passageiros no Porto de Belém;
-Terminal hidroviário de cruzeiros;
-Terminal hidroviário fluvial da Tamandaré;
-Terminal hidroviário de Icoaraci;
-Reforma do Prédio da Alfândega:
-Reforma dos canais nos bairros do Guamá, São Brás, Marambaia e Val de Cans;
-Ampliação e reforma do Aeroporto Internacional de Belém;
-Novos voos internacionais e ampliação da malha aérea;
-Conclusão do Projeto Porto Futuro 2;
-Redes internacionais de hotéis: Vila Galé e Tivoli;
-5 viadutos metropolitanos;
-Parque da Cidade;
-Parque do Murucutu;
-BRT Metropolitano;
-BRT Júlio César - Aeroporto;
-Reforma do Hangar Centro de Convenções;
-Reforma do Museu Paraense Emílio Goeldi;
-Reforma do Mercado de São Brás;
-Reforma e esgotamento sanitário do Complexo do Ver-o-peso;
-Reforma da Basílica de Nazaré;
-Projeto da nova orla de Icoaraci;
-Refrigeração dos ônibus urbanos da região metropolitana de Belém;
-Implantação de pagamentos digitais do transporte urbano;
-Ampliação dos meios de hospedagem de Belém em plataformas internacionais;
-Parques lineares urbanos da Doca e Tamandaré;
-Rua da Marinha;
-Vila COP 30 (Centro Administrativo do Estado do Pará pós COP 30);
-Parque Urbano Igarapé São Joaquim;
-Reforma da Base Aérea de Belém;
-Requalificação da Avenida Júlio César;
-Avenida Liberdade;
-Asfaltamento de dezenas de ruas secundárias;
-Eventos paralelos: jogos de vôlei, basquete, seleção brasileira, reuniões pré-COP, shows nacionais e internacionais;
-Reforma do entorno do Mangueirão;
-Requalificação e ampliação do receptivo em Belém, ilhas e entorno com novos veículos, roteiros e profissionais (Guias de Turismo, Agentes de Viagens, Monitores, barqueiros, etc.);
-Ampliação e qualificação da rede gastronômica da cidade: reforma de bares e restaurantes, criação de novas opções e treinamento/contratação de pessoal;
-Mais de 2000 novos postos fixos de trabalho criados;

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Cruzeiros no Brasil e na Amazônia, perspectivas!

Os cruzeiros marítimos são um dos produtos mais emblemáticos e, às vezes, controversos do Turismo mundial. Celebrado por muitos destinos caribenhos e brasileiros como dinamizador da economia, pois gera muitos empregos locais quando dezenas de passageiros desembarcam de forma regular ao longo do ano; são tradutores, guias de turismo, transportadoras, vendedores de artesanato e outra dezena de pequenos fornecedores que atuam diretamente com as empresas de cruzeiros. Por outro lado, muitos autores defendem que para alguns destinos, os cruzeiros desvirtuam a realidade local, criando "ilhas" artificiais de bem viver em troca de uma população majoritariamente marginalizada.

Neste cenário, o mercado mundial apresenta forte expansão, com elevados investimentos tanto em navios mais populares, para mais de 5 mil viajantes, quanto em embarcações menores, para seletos grupos em roteiros mais exclusivos e de luxo. As rotas se expandem pelo Caribe, que além de portos e terminais exclusivos para cruzeiros em diversos destinos, muitas operadoras tem investido em produtos próprios, como a Royal Caribean, que num investimento de quase R$ 1 bilhão de reais transformou a sua ilha particular no Caribe, a Cococay, num complexo de entretenimento para lá de divertido.

Perfect Day Cococay: quase R$ 1 bilhão de reais de investimentos em entretenimento e um porto mais seguro para parada dos navios da Royal Caribean. Em dias de mal tempo, não era possível parar na ilha, porque a chegada no local era feita em barcos menores, atualmente, o navio atraca diretamente num píer próprio, como ocorre na ilha da Disney.

No Brasil, a percepção de muitos governos é que o mercado de cruzeiros precisa de mais investimentos em infra estrutura e, neste sentido, tem investido em estruturas próprias para aprimorar a experiência do viajante cruzeirista em suas regiões. Fortaleza e Balneário Camboriú são os mais recentes expoentes desta tendência. Inaugurado já há alguns anos, o Terminal do Mucuripe de Cruzeiros começou tímido e com alguns problemas de calado, contudo, segundo a Companhia Docas do Ceará, em 2019 o terminal recebeu 10 navios e mais de 16 mil passageiros, o dobro em relação a 2018. Para os próximos anos, o terminal cearense deve ser privatizado e a área deverá receber mais investimentos. Em Balneário Camboriú, o novo porto e terminal de cruzeiros promete aquecer ainda mais as temporadas no litoral catarinense. 

Terminal de Cruzeiros de Fortaleza: apesar do começo um pouco difícil e do aluguel do espaço para outros eventos, em 2019 o terminal recebeu mais de 16 mil passeiros em 10 navios.

Balneário Camboriú: o terminal deverá ficar localizado no sul da praia principal, possibilitando passeios a pé e nas atrações das imediações.

Balneário Camboriú: Futurista e com design arrojado, o terminal deve virar também uma nova atração da cidade.

Porto e Terminal de Cruzeiros: em Balneário Camboriú serão construídos um porto e terminal exclusivos para cruzeiros, com heliponto e capacidade para até dois navios de forma simultânea.

Vista parcial do projeto com ponte de embarque.

E na Amazônia, qual a realidade atual? Segundo operadores da área, a temporada 2019/2020 deveria ter sido uma das melhores, contudo veio a pandemia e parte das operações foram canceladas. Em Belém, Santarém, Macapá, Parintins e Manaus, que recebem cruzeiros regularmente, apresentaram ao longo dos últimos anos uma instabilidade nos números, alternando anos de queda e aumento de demanda. Atualmente, apenas a cidade de Manaus, no Amazonas, apresenta um porto turístico capaz de receber a maioria dos navios de cruzeiro em uso na região. Em 2022, Santarém ganhou um terminal fluvial que poderá ser usado também por navios e em Belém, o porto turistico de Icoaraci esta em fase de licitação. 

Terminal Hidroviário de Sanatarém: já inaugurado, amplo e refrigerado, deve favorecer também as operçaões turísticas na reião de Santarém.

Terminal Hidroviário de Santarém: considerado um dos maiores e mais modernos do Brasil, poderá receber mais de 3000 passageiros por dia com amplo conforto, rampas de acesso, apenas o preço para cruzeiro que deverá ser bem salago. Para cruzeiristas, o preço da taxa de utilização/embarque esta fixado em R$ 200,00 reais por pessoa, bem mais que os R$ 15,00 reais cobrado de outros usuários.

Terminal Hidroviário e Turístico de Icoaraci: ainda em projeto, o início das obras está previsto para meados de 2022.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Rota Turística Belém - Bragança: abandonada!

Em 2015, a SETUR - Secretaria Estadual de Turismo em parceria com a SETRAN - Secretaria de Transportes lançou a Rota Turística de Bragança, com cerca de 225km entre a capital (Belém) e a cidade de Bragança (Polo Amazônia Atlântica). As estradas da região ganharam sinalização turística, visitas técnicas de agentes de viagens e operadores, foram ofertados treinamentos e muitos negócios se dinamizaram na época, principalmente, os balneários (igarapés) da região. Outras cidades também estavam envolvidas, pois se localizam no circuito histórico-ferroviário da Estrada de Ferro Belém - Bragança: Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Izabel do Pará, Castanhal, São Francisco do Pará, Igarapé-Açu, Nova Timboteua, Peixe-Boi, Capanema e Tracuateua, com atrações que se espalham pela BR-316 (Belém a Castanhal), PA-320 (Castanhal a Igarapé-Açu), PA-242 (Igarapé-Açu a Capanema) e BR-308 (Capanema a Bragança). Passados 4 anos após o início do projeto, o que encontramos é um completo abandono da maior parte da rota, apenas com investimentos públicos pontuais realizados em alguns municípios como Salinópolis (Duplicação do acesso a praia do Atalaia e o novo aeroporto) e poucos privados, principalmente na ampliação de balneários. Em maio de 2019, percorremos a rota e segue alguns registros dos problemas encontrados:

Mapa oficial da rota, muito investimento inicial e nenhuma continuação: como política pública, a rota esta completamente abandonada!

Placas de sinalização apagadas são comuns ao longo de quase todo o trajeto!

Além da comunicação visual esta visivelmente gasta, outros problemas tornam praticamente impossível criar e fechar negócios na região: a cobertura de internet e telefonia móvel em quase todos os municípios da rota é precário.

A Estrada de Ferro Belém - Bragança é símbolo da rota.

A pórtico do Município de Castanhal, abandonado, mostra que as administrações municipais não abraçaram a ideia e não vem a atividade turística com potencial de geração de emprego e renda para as populações locais.

Alguns placas ainda estão em bom estado de conservação, mas sem site oficial, poucas informações digitais e quase sem acesso a internet, fica difícil perceber de fato a rota.

As poucas placas de quilometragem do trajeto não mostram muita coisa além da distância, reflexo do projeto da SETRAN, muito básico.

Placas mal conservadas não ajudam na localização das atrações.

A falta de continuidade das políticas públicas faz com que os negócios da região não alcancem um desenvolvimento razoável, com muitos locais com pouco ou quase nenhuma infra estrutura de apoio.

Algumas placas foram mal projetadas, não informam a distância de forma adequada, apenas o sentido, o que deixa o visitante desorientado.

Os negócios na região quase não tem acesso a serviços digitais mínimos, tornando o contato com eles muito difícil. O resultado é o baixo desenvolvimento do negócio.

Apesar de bonitos, muitos balneários tem crescido de forma desordenada e o tratamento do lixo deixado por milhares de visitantes (Locais) não tem sido o mais adequado em muitos casos, poluindo os cursos de água da região.

A região é muito bonita e apresenta um potencial turístico local imenso, inclusive para geração de emprego e renda, mas precisa de um olhar público urgente!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Azul: Manaus e Belém com voos diretos para Guarulhos!

A Azul, após inaugurar voos diretos e diários entre Belém e Manaus, facilitando as conexões com os voos para os Estados Unidos (Fort Lauderdale) que partem da capital paraense, a partir de setembro terá frequências inéditas e diárias entre São Paulo (Guarulhos) e as cidades de Manaus e Belém. Os voos serão operados por aeronaves A320 em voos que duram cerca de 3hs. As novas rotas favorecem as conexões com voos internacionais em Guarulhos e regionais, já que a empresa possui muitos voos regionais para cidades como Altamira, Santarém e Marabá no Pará; e São Gabriel da Cachoeira e Parintins no Amazonas.  
Foto: Aeroflap!

segunda-feira, 11 de março de 2019

Senac inicia turmas de Guia de Turismo em Belém e Santarém!

O Senac-PA iniciou este mês de março as matrículas para a terceira turma do Curso Técnico em Guia de Turismo na modalidade EAD -  Educação a Distância, com 800h de duração e contempla a formação técnica em Guia de Turismo Regional Pará, Nacional e América do Sul. O curso é estruturado e executado pela unidade do Senac Rio Grande do Sul, mas com atividades, viagens técnicas e tutor locais, possibilitando uma melhor aprendizagem para os alunos. O valor do curso contempla todas as viagens técnicas obrigatórios (City Tour, Mosqueiro, Viagem Regional e Viagem Nacional, com destinos a definir conforme momento do mercado local) segundo a legislação vigente. Previsão de início da turma: a partir de março de 2019. A turma três funcionará em Belém e Santarém!
Mais informações em: http://ead.senac.br/cursos-tecnicos/tecnico-em-guia-de-turismo/ ou Senac EAD em Belém 91 - 4009-6834 e Santarém 93 - 3522-1604.


sábado, 8 de dezembro de 2018

ABAV-PA promove o I Tour de Bike

A ABAV-PA - Associação das Agências de Viagens - Pará promoverá no próximo dia 16 de dezembro o I Tour de Bike de Belém! Vamos pedalar!

Mais informações: 3241-2771!


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Poló Joalheiro com nova exposição para o Dia das Mães!

Caro viajante, se estiver de visita em Belem no período de 26 de abril a 20 de maio aproveite para visitar o Espaço São José Liberto - Polo Joalheiro e a Coleção de Joias Dia das Mães 2018, confira:

Rota Belém - Lisboa se consolida ainda mais, apesar das elevadas tarifas!

A rota Belém - Lisboa pela TAP acaba de ganhar mais opções de codeshare (código compartilhado) para várias cidades a partir de Belém, mostrando a importância da rota para a companhia e o crescimento de outros mercados que utilizam Belém como conexão dos voos para a Europa. A partir deste mês, os voos da Gol, Avianca Brasil e Azul ganharão o código da TAP para destinos como Brasília, Fortaleza, Manaus, Santarém, São Luiz, São Paulo, entre outras, possibilitando aos viajantes com origem ou destino nestas cidades que despachem a bagagem apenas uma vez para qualquer destino dentro da rede, acúmulo de pontos em algumas rotas, tarifas e cias de sua preferência.

(Clique na imagem abaixo para ampliar)
Apesar da boa notícia, é crescente as reclamações sobre o produto TAP tanto de viajantes como de agentes de viagem. Tarifas elevadas, mesmo na baixa temporada; taxa de combustível; taxa de pagamento no cartão de crédito; adicional para marcação de assentos; aeronaves antigas; entre outras questões que mostram que a cia esta mais preocupado com seus resultados do que com as parcerias estabelecidas e uma relação mais transparente com seus clientes. Porém as novas rotas a partir de Fortaleza e a possibilidade de concorrência talvez animem a empresa a rever suas políticas tarifárias e de relacionamento.   

terça-feira, 27 de março de 2018

Avianca confirma dois voos diários em Belém!

A Avianca, a única entre as 4 maiores empresas aéreas brasileiras a não operar em Belém, confirmou voos para a capital paraense. Inicialmente não serão novas rotas, apenas a exploração de rotas já bem disputadas e em direção aos principais hubs de conexão da empresa: Brasília e São Paulo - Guarulhos. A empresa lançou os voos com tarifas bem competitivas, em torno de R$ 200,00 reais o trecho. Estas rotas também são operadas pela Gol e Latam, além da Azul, mas com conexão em Campinas e Belo Horizonte - Confins. Os voos serão operados por aeronaves Airbus A319 e A320, com destaque para o serviço de bordo, com refeições quentes em algumas rotas. Os horários dos voos atuais permitem excelente conexões com voos internacionais da empresa para Miami, Nova Iorque e Santiago e com outros destinos domésticos. Confira os horários:  

Esperamos que em breve a empresa anuncie mais rotas e frequências a partir de Belém e explore novos mercados em voos diretos, como Salvador, Porto Alegre, Curitiba, entre outros; além de explorar outras cidades amazônicas, como Macapá, Manaus (para onde já voou) e Santarém.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Azul transforma Belém em mini hub para os Estados Unidos!

A Azul Linhas Aéreas parece ter deixado os tempos de crise para trás, a empresa, junto com a Avianca (ex Oceanair), inaugurarão diversas rotas domésticas e internacionais nos próximos meses. No caso da Azul, uma das cidades que mais receberá novidades é Belém. A partir de dezembro, além dos voos para Fort Lauderdalle nos Estados Unidos, cidade a 15 minutos de Miami, novos voos para Fortaleza, Recife, Santarém, Macapá e um inédito voo para Cuiabá (Mato Grosso) conectarão Belém com mais destinos nacionais, além de possibilitar que passageiros destas cidades acessem mais facilmente destinos servidos pela Azul, como Cayena, Fort Lauderdalle, Santarém, Marabá, Manaus e Macapá. Belém se tornará um mini hub da Azul na Amazônia. Lembrando que alguns destes voos serão diários e nas terças e sábados permitirão conexão com os voos da TAP para Lisboa e demais destinos europeus.

Os novos voos internacional da Azul conectarão quatro vezes por semana Belém a Fort Lauderdalle e Belo Horizonte a Orlando, cidades localizadas no estado da Florida, sul dos Estados Unidos. 

Neste belíssimo registro do fotógrafo Raphael Magalhães, vemos o Airbus A320 que será utilizado na rota a partir de 10 de dezembro.

Na configuração interna dos Airbus A320, existe a possibilidade de entretenimento individual e por meio de aplicativo específico da empresa, o Azul Play. 

Neste mapa de rotas, vemos como Belém ficará conectada a diversas cidades do Brasil com rápida possibilidade de conexão para voos regionais, amazônicos e internacionais, além da inédita rota de Goiânia a Belém, como escala em Cuiabá, de onde voo vem direto.

O Aeroporto Internacional de Belém esta cada vez mais internacional. Os voos semanais incluem os seguintes destinos internacionais (5): Lisboa, Miami, Fort Lauderdalle, Cayenna e Paramaribo.

Sendo assim, segundo o levantamento feito pelo pesquisador Cássio Reis, nos dias mais movimentados, teremos aproximadamente 42 partidas e chegadas somente da Azul no Aeroporto Internacional de Belém, um recorde.

A partir de 10 de dezembro Belém, as partidas da Azul em Belém serão:

00:30 Santarém - E195
02:35 Confins - A320
06:30 Recife - A320
06:30 Santarém - E195
06:30 São Luis - E195
06:35 Fortaleza - E195
06:45 Cuiabá - E195
13:50 Recife - E195
13:55 Altamira - E190
13:55 São Luis - A320
14:00 Macapá - E195
14:00 Santarém - E195
14:15 Caiena - E195
14:30 Fort Lauderdale - A320
14:55 Marabá - E190
17:05 Confins - A320
17:10 Altamira - E195
20:20 Altamira - E195
20:20 Macapá - E195
23:20 Macapá - E195
23:55 Marabá - AT72
E as chegadas: 
01:09 Recife - E195
01:55 Confins - A320
05:10 Fort. Lauderdale - A320
05:55 Macapá - E195
06:00 Marabá - E195
06:00 Santarém - E195
12:25 Altamira - E195
12:45 Recife - A320
12:55 Confins - A320
13:10 Cuiabá - E195
13:15 Fortaleza - E195
13:15 Santarém - E195
13:15 São Luis - E195
14:15 Marabá - E190
16:25 Altamira - E190
16:30 Macapá - E195
18:05 Caiena - E190
20:47 Santarém - E195
22:40 Macapá - E190
23:30 Altamira - AT72
23:55 São Luis - A320

* Nem todos os voos são diários, alguns coincidem com os dias de voos internacionais da empresa. 

Rota Belém - Lisboa, um sucesso!

A TAP, em mais um investimento acertado, tem colhido os frutos da última rota inaugurada no mercado brasileiro, a rota Lisboa - Belém - Lisboa. Lembramos que, incialmente, este voo era triangular Lisboa - Manaus - Belém - Lisboa, mas devido a ajustes na frota e nas rotas, a empresa deixou de operar em Manaus, mas continua oferecendo ótimas conexões com a Azul para a capital amazonense. Os últimos voos da empresa, no chamado verão europeu, tem apresentado ocupações que passam de 90%, alguns voos, inclusive, saindo com 100% de ocupação. Neste período, a empresa mantém uma terceira frequência semanal, às quintas feiras. Lembramos que a Tap vou duas vezes por semana na rota, aos sábados e terças com o Airbus A330. A partir de Lisboa, a empresa oferece conexões imediatas para Roma, Barcelona, Madrid, Paris, Londres, Amsterdam, Veneza, Porto, entre outras importantes cidades europeias; além da programa Stopover que permite paradas programas sem custo adicional em Lisboa, Porto e Faro.

Um dos Airbus A330 da empresa taxiando no Aeroporto Internacional de Belém. Ocupações elevadas na rota.

A ótima configuração interna das aeronaves internacionais da TAP, com entretenimento individual.

O sucesso do voo é tão grande que já tem causado um efeito colateral, o aumento médio das tarifas na rota. Enquanto em 2016 se encontravam tarifas médias de R$ 2.800,00 para um voo Belém - Lisboa - Belém, atualmente a média subiu para R$ 3.200,00 reais. Esperamos que em breve a empresa aumente as frequências fixas para Belém, pois neste ritmo, a demanda continuará reprimida. Sucesso a Tap.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Turismo Rodoviário no Pará e os velhos problemas!

O Turismo Rodoviário em Belém e em alguns pontos do litoral paraense é uma realidade, tanto de empresas locais quanto de fora do estado. Anualmente, centenas de serviços locais e nacionais movimentam milhares de veículos de turismo, principalmente na região nordeste do Pará, que se estende da Região Metropolitana de Belém até o polo turístico da Amazônia Atlântica. Tanto empresas regulares, credenciadas no Cadastur do Ministério do Turismo, como irregulares, com veículos de diversos tamanhos, atendem centenas de viajantes diariamente. Somente no Aeroporto Internacional de Belém, por exemplo, mais de 70 veículos de diversos tipos e tamanhos passam diariamente, exigindo uma melhor oferta de infraestrutura turística. Nos pontos turísticos, nas praias, restaurantes, entre outros pontos, precisam se adequar a crescente demanda deste tipo de turismo. Vamos a alguns registros:

No Feliz Lusitânia, na Cidade Velha em Belém, há um espaço não oficial para estacionamento de veículos de turismo.

Apesar de alguns veículos de turismo possuírem adaptação parcial para cadeirantes, nas atrações nem áreas específicas para desembarque são encontradas.

Em vários períodos do ano, é comum encontrar em Belém serviços privativos, escolares e excursões nacionais utilizando os espaços turísticos de Belém com nenhum estrutura para atender a demanda.

Num dos principais pontos turísticos da capital paraense, a Feira do Ver-o-peso, veículos de turismo precisam fechar parte das vias locais para poder embarcar e desembarcar turistas, causando transtornos de trânsito na área da feira, sem contar as inúmeras multas aplicadas pela Semob - Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana.  

No complexo da Estação das Docas, onde há um espaço para eventos, não existe qualquer tipo de facilidade para veículos de turismo. Turistas desembarcam pelas calçadas, sem cobertura ou qualquer tipo de acesso facilitado.


Na área central de Belém, em períodos de grandes eventos, como o Círio de Nazaré, é comum encontrar dezenas de veículos de turismo nas principais atrações.

A melhoria das estradas nacionais, de acesso ao Pará, como a Belém - Brasília, a BR 010; e a Pará - Maranhão, BR 316; tem atraído muitos grupos rodoviários a Belém.

Em Salinópolis, no nordeste paraense, em muitos fins de semana de feriados e durante as férias, centenas de ônibus de diversos pontos do estado do Pará e de outros estados, como Maranhão e Tocantins, são vistos na região.

Em apenas um único fim de semana, fora de temporada, podemos verificar várias excursões de empresas regulares e irregulares ao litoral paraense.

O poder público, tanto estadual quanto municipal, precisa estar atento a este tipo de turismo tanto para questões de ordenamento, estatística e em tempos de crise fiscal, para arrecadação de impostos e taxas para a manutenção da infra estrutura turística. Por exemplo, em Salinópolis, se a prefeitura cobrasse R$ 100,00 por ônibus que visitasse o município durante as férias, teria um caixa extra de mais de R$ 100.000,00 mil reais para ações futuras de melhoria no município, como a duplicação do acesso a praia do Atalaia, reconstrução da pracinha, da região do laguinho, entre outros.