Benvindo, Bienvenido, Welcome, Bienvenue, Wilkomen, 歓迎, приветствовать, الترحيب, 歡迎, Benvenuto, Καλώς ήρθες

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Chuvas na Amazônia, uma realidade anual!

Caros leitores, nas últimas semanas, tem aparecido em muitos jornais nacionais e regionais as famosas chuvas da Amazônia e as consequentes cheias dos rios, com vários metros acima dos níveis médios/normais. Muitos visitantes tem perguntado sobre estas chuvas e as tais cheias que invadem dezenas de cidades e mudam centenas de moradores temporariamente de lugar. Vamos, então, a alguns esclarecimentos sobre as chuvas amazônicas:

1. Período: o período chuvoso na Amazônia ou chamado inverno amazônico ocorre entre os meses de dezembro/janeiro até maio/junho, com pico de chuvas entre os meses de fevereiro e abril, quando chove quase todos os dias e a precipitação média acumulada em cidades como Belém, pode passar dos 400mm mensais, ou seja, impressionantes 400 litros de água por metro quadrado da cidade;

2. Cheias dos rios: lembramos que a cheia dos rios da Amazônia é normal e ocorre todos os anos, sendo o rio Amazonas o rio que drena toda a bacia, ou seja, os rios que passam pelo estado do Acre e Rondônia ao sul; e pelo estado de Roraima ao norte; por exemplo, são drenados pelo Amazonas que termina em forma de estuário entre os estados do Pará e Amapá, passando suas águas por entre as ilhas do arquipélago de Marajó. A subida de vários metros dos rios também é normal, com picos de até 16 metros (diferença entre a cota mínima 13,63m e máxima 29,77m atingida pelo rio), por exemplo, na região de Manaus. Ressalta-te também o tamanho da bacia e a baixa declividade, fazendo com que o grande volume de chuva se acumule ao longo de milhares de quilômetros até a foz. O processo de subida (enchente) e descida (vazante) pode durar até um ano, até se atingir as cotas máximas e mínimas dos rios;

3. Problemas sociais e urbanos: há um grande problema de crescimento urbano das cidades amazônicas, cidades como Belém, Manaus, Rio Branco e Marabá tem trechos urbanos construídos onde sempre foi várzea (área alagada periodicamente pelo rio) dos rios da região, ou seja, quando os rios sobem tomam conta das margens que antes pertemciam ao curso natural do mesmo, mas que agora estão ocupadas por construções. Assim como acontece no Sudeste do Brasil, no qual os morros estão ocupados e a cada chuva, faz-se projetos para "previnir" novos acidentes; na Amazônia, anualmente, muitas prefeituras montam acampamentos para receber os "moradores" deste período de inverno;

4. Soluções: a solução definitiva seria remanejar as pessoas das várzeas dos rios, assim como remover as que moram em morros pelo Sul e Sudeste do Brasil; porém como muitos políticos ganham dinheiro para obras "emergenciais" em momentos de "calamidade pública", fica fácil entender porque as soluções definitivas não vem sendo realizadas;

5. O que vem sendo feito: a Defesa Civil tem acompanhado/monitorado as cheias dos rios em algumas cidades e sensibilizado os morados para que saiam das regiões passíveis de alagamento, antes que aconteçam acidentes e mortes, diminuindo os prejuízos materiais e sociais; 

Espero ter esclareido um pouco este "fenômeno" anual amazônico!
Postar um comentário