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domingo, 20 de março de 2011

Fórum Econômico Mundial: estudo de competitividade

O Fórum Econômico Mundial divulgou, recentemente, parte de seu estudo anual sobre a competitividade dos destinos turísticos. Os resultados não chegam a ser uma surpresa, mas servem de alerta para nossa falta de competitividade turística no cenário mundial. O país ganhou nota máxima em competitividade natural, ou seja, é considerado o de maior riqueza no mundo; mas quando se trata em transformar isso em produto, o Brasil patina entre os últimos colocados. Os principais problemas apontados são velhos conhecidos:

- Infraestrutura deficiente: a julgar pela situação atual dos portos e aeroportos, nossos principais portões de entrada de turistas no país, a situação dispensa comentários. Contudo algumas melhorias já podem ser observadas: terminais portuários sendo construídos ou reformados no Rio de Janeiro e em São Paulo; e alguns aeroportos como de Recife, Belém e Salvador possuem capacidade para atender a demanda nos próximos anos, além de possuírem terminais de alto padrão;

- Mão de obra pouco qualificada: acrescentaria a este item não somente a mão de obra pouco qualificada, como pessoas que não dominam minimamente outro idioma e deficientes no atendimento em todos os níveis.

- Regulação: as dificuldades de abrir uma empresa no Brasil, além da elevada carga tributário são fatores desfavoráveis aos negócios no Brasil, empurrando, como destacou um estudo da Fundação Getúlio Vargas, muitos negócios para a informalidade;

- Baixo desenvolvimento da rede de transporte: quando se mostra que um aeroporto precisa de acesso, um terminal hidroviário precisa ser capaz de receber navios de grande porte; ambos precisam estar conectados entre si e com a região que atendem é porque essa interconectividade e intermodalidade dinamizam os fluxos turísticos pelo território. Parece simples, mas muitas "autoridades" do transporte nacional e regional ainda não entenderam o poder de uma rede de transporte.
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