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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Classes C e D, os emergentes do Turismo

Duas novas classes sociais começam a freqüentar espaços antes tidos como de classes A e B. O crescimento e a estabilidade econômica alçaram milhões de brasileiros das classes mais baixas para as classes C e D, que hoje compõe uma importante parcela da população do país. Assim como aconteceu com eletrodomésticos, tratamentos de beleza, carros e outros bens de consumo, que tiveram seu consumo aquecido por conta da ascensão social, agora é a vez do setor de lazer, incluindo o turismo, que também sente o aquecimento do poder de consumo. Muitos brasileiros, graças a generosos descontos e parcelamentos a perder de vista, tem se aventurado por novas regiões do Brasil e até do exterior.

Brasileiros, antes restritos a praia mais próxima, agora se dirigem ao aeroporto ou via excursões rodoviárias a praias do Nordeste, a cidades latinas e mesmo a Europa. Empresas ligadas neste novo cliente, já adaptam produtos e serviços a este mercado, vejamos alguns exemplos:

1. Companhia aérea Gol: visando estar mais próxima deste cliente, abriu lojas em pontos estratégicos e criou até uma cartilha, com todas as informações e orientações para uma viagem, desde a venda ao check in, passando pelo embarque e desembarque;
2. TAM e Trip Linhas Aéreas: fechou parceria com instituições financeiras para facilitar o parcelamento das passagens, em até 60X;
3. Operadores de Turismo: grandes operadores nacionais, como a CVC, já comercializam pacotes específicos para esta clientela, de cruzeiros marítimos a excursões ao Nordeste brasileiro. Excursões parcelas em até 12x ou financiadas por meio de instituições financeiras;
4. Instituições financeiras: grandes bancos, como a Caixa Econômica e Basa (Banco da Amazônia), lançaram produtos específicos para este perfil de consumidor, como cartões de crédito e linhas de crédito para gastos em viagem;

Quais os desafios deste novo mercado:

A. Conciliar preço e qualidade: é um mercado que busca preço, mas sem descuidar da qualidade dos produtos e serviços;
B. Atendimento: este novo cliente ainda é inexperiente para ambientes pouco acolhedores como aeroportos, além dos termos estrangeiros, demandará do trade turístico (Agentes de Viagem, Guias de Turismo, Operadores, entre outros), uma mudança na forma de tratamento, com maior atenção aos detalhes e esclarecimentos em termos que para o “antigo” cliente parecem novos, como check in, boarding pass, gate, ticket, entre outros;
C. Preconceito: ainda há no mercado um certo preconceito contra este tipo cliente, tido como “farofeiro”, pois “gasta pouco no destino” e “usa serviços de menor qualidade e preço”. Se de certa forma esta fato acontece, é porque muitos serviços não estão adaptados a esta demanda, aqui o desafio será sempre somar bons preços, qualidade no serviço e atendimento;
D. Infraestrutura: o crescimento muito rápido desta demanda pode comprometer seriamente a infraestrutura de destinos que já experimentaram um crescimento acelerado da demanda nos últimos anos. Aeroportos, estradas de acessos e atrações, além de restaurantes e espaços culturais, tendem a ter a qualidade do atendimento e de suas infraestruturas diminuídas.

Fontes para a reportagem: Revista Veja (Edição 2150) e Ministério do Turismo
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