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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Aeroportos ineficientes e com grande potencialidade de negócios!

A pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil em 2015, chamada o Brasil que Voa, traçou um perfil da demanda brasileira por transporte aeroviário, além de ter comtemplado mais de 60 aeroportos, em períodos diferentes, proporcionando uma visão global destes viajantes. Contudo, nesta postagem, vou destacar alguns gráficos que mostram como os aeroportos são administrados de forma ineficiente e possuem um potencial de negócios ignorados por uma administração pública focada apenas no terminal e não em seu entorno (clique no gráfico para ampliar), além de algumas curiosidades do estudo:

Neste gráfico, observamos como a acessibilidade aos aeroportos de todo o Brasil é negligenciada. Se somarmos carros alugados + taxi + carro próprio + carona + carro da empresa, na média, temos 85% de deslocamentos ida e/ou volta para o aeroporto feito em veículos particulares, enquanto o transporte público e suas modalidades não chegam a 10%. Considerando o número de viajantes, entre embarques e desembarques, de 200 milhões de pessoas em 2015, podemos prever uma piora do trânsito nos acessos aos aeroportos.

Neste trecho do gráfico mostrando a demanda de passageiros embarcados no Aeroporto Internacional de Belém podemos notar a influência do aeroporto em cidades próximas. Ao considerarmos Abaetetuba e Paragominas, por exemplo, estamos considerando distâncias de mais de 100km em  deslocamento de/para o aeroporto. Ananindeua (Região Metropolitana de Belém) e Castanhal (60km) apesar de estarem próximas a Belém, não possuem acessos diretos por transporte público ao aeroporto.
Apesar de ocorrem muitas promoções ao longo do ano, quase 75% dos viajantes compra a passagem com menos de 30 dias antes da viagem. A pesquisa não detalha o porque deste comportamento que na prática implicaria em pagar mais caro pelas tarifas, uma vez que com poucos dias antes da viagem as tarifas tendem a ser mais elevadas. Contudo outros estudos comparativos demonstram que a tarifa média paga no Brasil nos últimos anos diminuiu, o que abre espaço para novos estudos para entendermos porque muitos brasileiros comprar suas viagens tão próximo da realização da mesma.

Se fosse um administrador de um aeroporto ou tivesse uma loja num terminal no Brasil estaria alarmado com esta informação: de cada 10 passageiros, na média, 6 não compram nada no aeroporto por onde passam. A potencialidade de crescimento nos negócios aqui é fantástica, se conseguíssemos convencer + 1 ponto percentual desta demanda a consumir algo no aeroporto, já estaríamos falando de milhões de consumidores potenciais. Este dado nem chega a ser uma surpresa, uma vez que várias reportagens nos últimos anos alertam para a abusividade dos preços praticados no aeroportos. Pelo entendimento até o momento, as administrações dos aeroportos e as empresas que exploram os pontos comerciais ganham comercializando para poucos clientes.

Outro ponto fantástico a ser explorado pelas empresas administradoras dos terminais em todo o Brasil: o estacionamento. As informações são interessantes, apesar de 85% da demanda utilizar veículos particulares para se deslocar ao aeroporto, quase 78% dos viajantes afirmaram não utilizar os espaços de estacionamento dos aeroportos. Novamente, uma das prováveis justificativas, são os preços elevados praticados na maioria dos aeroportos brasileiros, onde poucas pessoas estacionam, mas pagam preços exorbitantes.

Para mais informações, baixe o estudo em: www.aviacao.gov.br.


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