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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Trânsito - turismo receptivo difícil em Belém!

Caros leitores, apesar de termos equipamentos turísticos considerados dos mais modernos do Brasil, como o Aeroporto Internacional de Belém e no novíssimo Terminal Hidroviário de Belém, as operações turísticas de receptivo na nossa região parecem ser mal vistas pelas nossas autoridades. Apesar de movimentarem imensamente a economia da cidade, visitando diversas atrações e restaurantes, gerando emprego e renda em Belém, Mosqueiro, Icoaraci, Salinas, entre outros; além  dos recursos que pagam os funcionários públicos que deveriam zelar pelo bem estar de nossos visitantes; os operadores e profissionais voltam a enfrentar dificuldades para atender bem os visitantes do estado do Pará.

Lembramos que as operações turísticas, com pequenos e grandes grupos, são diferentes de pegar um táxi e sair da porta do aeroporto. Quando uma transportadora vai apanhar ou deixar um viajante, acompanhada de um profissional Guia de Turismo, tem-se procedimentos a serem seguidos que tomam um tempo razoável, mas fornecem ao produto uma qualidade superior - afinal hospitalidade não é colocar alguém num carro e deixar na porta de um restaurante.

Dar as boas vindas, recomendar procedimentos de segurança, acomodar a bagagem, entregar um brinde de boas vindas, falar sobre a cidade, com um grupo de 20 a 40 pessoas, por exemplo, não se faz em menos de 20 minutos. Contudo a autoridade de trânsito de Belém, apesar de algumas reuniões com a Secretaria de Turismo, Paratur e Infraero está pouco sensível a este situação; isso porque somos o país da Copa. Imaginem as situações abaixo, ocorridas somente agora no mês de maio:

Enquanto passageiros de táxis e demais usuários embarcam e desembarcam embaixo da marquise do aeroporto, os grupos são obrigados pelos agentes de trânsito a fazer o procedimento sob sol e chuva (alguns se sensibilizam e "permitem" o procedimento embaixo da marquise). A Infraero, apesar de ter se comprometido em 2013 a cobrir a área e melhorar o calçamento, nada fez para melhorar o atendimento na segunda pista. A calçada de pedra, inadequada, trava os carrinhos, provoca tropeços e obriga os passageiros a andarem pela grama; sem contar a falta de cobertura, numa região com calor médio de 30º e chuvas constantes ao longo do ano.

No Terminal Hidroviário de Belém, apesar das reuniões ocorridas no Fórum Estadual de Turismo, olhem no canto esquerdo da foto os veículos de turismo aguardando com a porta virada para a pista o embarque dos passageiros. Porquê? Porque a autoridade de trânsito ameaçou multar os veículos que iriam esperar na porta do terminal os passageiros. Temos aqui uma completa inversão de valores, o transporte individual de táxi é priorizado em detrimento do púbico, coletivo. Volto a defender o uso misto, compartilhado, das vagas de táxi, dividindo-as com veículos de turismo.

Olhem o absurdo: um ônibus de turismo, acompanhado com um Guia de Turismo, todos no Cadastur, pagando seus pesados impostos, desembarcado os passageiros ao abrigo do sol e da chuva, sendo notificados por um agente de trânsito por estarem bem recebendo os turistas. 

A partir da próxima semana, teremos mais um voo internacional em Belém, procedente de Lisboa. Passaremos a informar o seguinte "Caro viajante, seja bem vindo a Belém, como a autoridade de trânsito não permite, terei que embarcar a senhor sob sol forte". 

Iremos agendar uma reunião com a Secretaria de Turismo, Paratur, Infraero, Belemtur e Semob para novamente debater este espinhoso assunto.
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