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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Novidades em Val-de-Cans!

O Aeroporto Internacional de Belém iniciou novas ações no mês de novembro, uma visa manter o nível de segurança para o número crescente de voos operados na capital paraense e outra focada nos viajantes. Com uma média de 130 operações diárias entre pousos e decolagens e com novos voos internacionais chegando para os Estados Unidos e a Europa, a Infraero começou este ano mais uma etapa do projeto de revitalização do sistema de pistas. Durante a obra, a pista principal será interditada diariamente das 5h às 10h (horário local), afetando 30 voos regulares, que foram remanejados para outros horários. Apenas um voo foi cancelado durante o período de reforma. Os passageiros que tiverem comprado passagens para esses períodos devem entrar em contato com a companhia aérea sobre as mudanças. A reforma deverá estar concluída em dezembro, antes da alta temporada de fim de ano.

Enquanto isso, no terminal, os passageiros tem sido convidados a participar da campanha Livro Viajante, que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) lançou no Aeroporto Internacional de Belém. Com o tema "Leve, Leia e Liberte", a campanha oferta gratuitamente livros das mais variadas temáticas em diversas áreas do aeroporto, especialmente obras de autores paraenses. A campanha já conta com mais de 400 títulos doados e outras dezenas deixados pelos próprios passageiros.

Cada “Livro Viajante” contém um adesivo com instruções que orientam de que forma o leitor pode proceder, ressaltando que o único compromisso é que, após finalizada a leitura, ele deixe a obra em local público para que outra pessoa possa usar o exemplar. “Com essa iniciativa da Infraero, vemos que um livro deixado em um banco da área de embarque do aeroporto pode parecer, a princípio, um esquecimento de algum leitor distraído. No entanto, trata-se de uma ação planejada e intencional para estimular as pessoas ao hábito da leitura, e isso vem ao encontro do objetivo do projeto Livro Solidário”, destacou a bibliotecária do projeto, Ana Paula Miranda. Segundo a coordenadora de Marketing e Comunicação da Infraero, Odilene Amazonas, cerca de 20 mil pessoas embarcam e desembarcam todos os dias nos aeroportos da Regional Norte, das quais dez mil somente no aeroporto de Belém. “Esse é um projeto-piloto, o segundo implantado em aeroportos brasileiros.

Depois do lançamento, vamos avaliar a repercussão da campanha e ver se poderemos continuar. Espero que seja positiva e que a ação continue todos os anos, em todos os aeroportos”, disse, ressaltando que a ação também quer promover o conhecimento da cultura e dos escritores paraenses. Prestes a embarcar para Porto Velho, o engenheiro florestal Leonardo Moura não resistiu e parou para pegar um livro. “Sempre procuro livrarias nos aeroportos e terminais rodoviários, mas nunca tinha me deparado com algo assim, é muito interessante. Essa iniciativa de democratizar o acesso ao livro é maravilhosa e precisa ser incentivada”, afirmou.

Colaboradores – Outro a colaborar foi o escritor paraense Alfredo Garcia, que compareceu ao lançamento para autografar alguns dos 100 exemplares de “O homem pelo avesso”. Para ele, a campanha abre muitas possibilidades, haja vista que a perspectiva de colocar os livros circulando mundo afora é um meio simples e prático de divulgar a literatura paraense em novos espaços. “Não podia deixar de apoiar esse tipo de iniciativa, ainda mais a convite do Livro Solidário. Fiquei muito contente ao saber que minha obra vai viajar”, disse. Segundo a coordenadora do Livro Solidário, Carmen Palheta, a campanha da Infraero vai ao encontro do principal objetivo do projeto, que é promover a cultura e a educação por meio do estímulo à leitura. “Termos sido convidados para atuar como parceiros da campanha, o que nos dá muito orgulho e sinaliza que estamos no caminho certo”, frisou. O escritor Roberto Carvalho de Faro, membro da Academia Paraense de Letras (APL), que também colaborou com a iniciativa, torce para que o projeto seja levado adiante. “Essa é uma ação surpreendente, ainda mais quando se vê tanto descaso em relação à literatura, como vemos atualmente. Por se tratar de um trabalho em que os resultados não aparecerão de imediato, é preciso que haja persistência para levá-lo adiante”, alertou.

Fonte: Infraero e Agência Pará, com edição de Fabio Romero.
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