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quinta-feira, 14 de março de 2013

Trânsito e turismo receptivo!

O turismo receptivo na Amazônia precisa de oxigenação rápida, sob pena do aumento exponencial dos custos operacionais na região. Um dos fatores que gostaria de destacar é o trânsito. Muitos devem esta se perguntando o que o trânsito tem haver com isso? A resposta é tudo! Quanto mais tempo demoramos para fazer as operações de receptivo, mais onerosa ela se torna, consequentemente, o aumento de preço/custo repassado ao cliente. Vamos a dois exemplos:
 
Belém: Na Região Metropolitana de Belém, operações a Icoaraci (onde também param alguns cruzeiros) e a ilha de Mosqueiro estão cada vez mais caras, pois além da péssima conservação do asfalto (custo maior de manutenção de veículos), o tráfego intenso nas vias de acesso a estas áreas e o recente aumento do combustível tem provocado uma elevação dos custos operacionais. Para Icoarci, o trajeto de 25km entre o centro da cidade e o distrito é feito em até 1h25min, sem contar que com todo este tempo e a falta de conservação da avenida Augusto Montenegro pouco se tem de belo a mostrar ao visitante, além de termos que justificar todas as problemáticas sociais, econômicas e ambientais bem visíveis aos olhos do turista.
A ilha do Mosqueiro é outra que padece de melhorias de acessibilidade. A viagem que geralmente era feita em 1h, agora leva quase duas intermináveis horas. Recentemente, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) reduziu a velocidade média na avenida para 40km/h que, na prática, não passam de 30km/h na maioria do trajeto. As melhorias para arrecadação de taxas e impostos foram feitas rapidamente (radares), já as melhorias definitivas de infraestrutura não (sinalização, passarelas, viadutos, ampliação da via, etc.), foram esquecidas em alguma gaveta por aí.
 
Manaus: Na maior cidade da Amazônia, segundo perguntei a alguns taxistas, as corridas estão caras também por causa do trânsito. O trajeto do aeroporto a regiões próximos ao centro não saem por menos de R$ 58,00 reais a corrida. Parece absurdo, mais olhem a comparação:
Corrida no taxímetro: R$ 25,50
Corrida na tabela: R$ 58,00
Corrida com algums negociação: entre R$ 45,00 e R$ 50,00
Variação entre o menor e o maior preço: R$ 32,50 ou 56,04%
 
Resultado: com o valor apenas de uma corrida, pague-se a ida e volta, além de sobrar um troco para o lanche no aeroporto.
 
A inflação nos serviços turísticos está corroendo a competitividade do setor, sendo que parte desta situação decorre das problemáticas de infraestrutura de transporte e trânsito das principais metrópoles da Amazônia.
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