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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tendências: cobrança de taxas!

A tendência pela cobrança individual de serviços tem chegado a níveis impressionantes, recentemente a TAP, assim como as companhias low costs européis, havia informado que passaria a cobrar pela utilização dos cartões de crédito nas compras de passagens e serviços, no valor de $ 7 euros por transação. Contudo o processo foi suspendo até que avaliem questões técnicas para esta cobrança. Ainda não é possível afirmar se esta tendência chegará ao Brasil, mas é bom estarmos atentos para não sermos pegos de surpresa. Atentem para o final da matéria publicada pela Presstur... a concorrência foi o fator mais determinante.  

Presstur 09-02-2013 (09h05)A TAP suspendeu a extensão da cobrança de uma taxa de cartão de crédito às vendas de passagens fora do seu website, designadamente nas agências de viagens, que estava anunciada para 1 de Março. “Em Portugal vamos pôr o processo em stand by”, tinha declarado Carlos Paneiro, director de Vendas da companhia, num intervalo da reunião dos representantes da TAP nos vários mercados, na quinta-feira, e ontem as agências de viagens portuguesas foram informadas dessa decisão através de uma comunicação da direcção de Vendas para Portugal.
“A TAP informa que fica suspensa a implementação da taxa de cartão de crédito, que estava prevista ser introduzida no dia 1 de Março”, diz essa comunicação, a que o PressTUR teve acesso, referindo que a suspensão se deve a “dificuldades operacionais”.
Fontes das agências de viagens já tinham indicado ao PressTUR que não vendo na introdução dessa taxa como problema do ponto de vista da concorrência entre canais de venda, uma vez que a TAP a cobra nas vendas através do seu website, consideravam que o momento era inoportuno.
A questão, segundo explicaram, é que com o encurtamento dos prazos de pagamento ao BSP, que passará de mensal a quinzenal a partir do próximo dia 1 de Julho e será semanal a partir de 1 de Janeiro de 2015 (clique para ler: Acordo TAP-APAVT evita pagamento semanal do BSP já a partir do próximo dia 1 de Janeiro).
Face a este encurtamento de prazos de pagamentos às companhias aéreas, as agências de viagens, que têm como uma das vantagens na venda para as empresas fazerem-no a crédito, para evitarem perder essa vantagem apostam nos pagamentos com cartão de crédito, que assim permite às empresas terem prazos de desembolso mais dilatados.
Com a introdução da taxa de cartão de crédito, de sete euros, que foi comunicada à APAVT por ocasião do seu Congresso em Coimbra em inícios de Dezembro de 2012 e que esteve anunciada para 8 de Janeiro e foi depois adiada para 1 de Março, as agências receavam perder argumentos para levar os clientes empresariais a enveredarem por essa forma de pagamento e a manterem-se fiéis.
A decisão da TAP de suspender a aplicação da taxa, segundo as fontes do PressTUR, resulta da “compreensão” por parte da companhia do momento especial que o mercado vive, tendo em conta não só o encurtamento dos prazos de pagamento do BSP, como também a conjuntura económica difícil que Portugal está a viver e que é fortemente penalizadora das actividades do turismo, incluindo tanto agências de viagens como companhias aéreas.
Embora em 2012 a TAP tivesse um aumento global das vendas de passagens em 5,7%, no mercado português teve um decréscimo de 1,3%, que é atribuído à conjuntura, mas também reflecte alterações das posições concorrenciais entre companhias aéreas, de que o caso mais evidente é o das ligações com Angola, que são as que têm mais peso no BSP e nas quais a TAP está a enfrentar uma concorrência mais agressiva por parte da TAAG, tanto em termos de número de voos, como em preços das passagens, como, ainda, em condições de remuneração das agências de viagens.
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