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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vão os carros, sobram as bicicletas, os pedestres e os passageiros...

Uma nova obra de acesso ao Aeroporto Internacional de Belém foi fundamental para a melhoria do trânsito na área, pois eliminou o cruzamento de quatro tempos que havia na confluência das Avenidas Júlio César e Pedro Álvares Cabral. O Elevado da Júlio César compõe um conjunto de obras do Projeto Ação Metrópole, que visa dar melhor fluidez no trânsito da Região Metropolitana de Belém. Contudo, se por um lado a fluidez de carros e ônibus foi facilitada, esqueceram os ciclistas, os pedestres e os passageiros de ônibus coletivo que fazem conexão naquele ponto. Vejamos:
1. Ciclistas: o projeto possui uma ciclovia que corta a área do projeto, porém somente de um ponto a outro da área referida e ao longo da Avenida Pedro Álvares Cabral, ou seja, a ciclovia esta desconectada da ciclofaixa da Avenida Júlio César, sem contar que apenas um trecho, após o projeto, possui ciclofaixa. 
2. Pedestres e passageiros de coletivos urbanos: os pedestres e passageiros que circulavam na área ganharam mais um problema, as paradas de conexão dos coletivos ficaram distantes, se antes os passageiros caminhavam pouco mais de 50 metros, agora devem caminhar, aproximadamente, 250 metros, 5 vezes mais e sem contar o risco adicional de segurança.
As tendências urbanas quanto ao deslocamento de pessoas apontam para a "mobilidade", ou seja, a facilidade de locomoção, por diversos meios, prioritariamente, os coletivos, dentro do espaço urbano. Porém a preocupação dos projetos atuais é para quem se locomove em transportes privados e individuais.
De forma a compensar a dificuldade de conexão nos coletivos que passam na área do projeto, os passageiros se deslocaram para a confluência das Avenidas Júlio César e Almirante Barroso, onde passam apenas duas linhas em direção ao Aeroporto Internacional de Belém e a os bairros do entorno, dificultando a utilização dos coletivos para quem acessa apenas o aeroporto, pois o mesmo não possui outras linhas que o conectam com a Região Metropolitana de Belém, apenas com centro da cidade.

Esperamos que os atuais projetos possam ser melhorados e os futuros sejam repensados de forma a se tornarem mais inclusivos e incluem aspectos da mobilidade urbana.    
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