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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Profissionalização e papéis trocados

A Copa de 2014 e as Olímpiadas de 2016 devem trazer grandes benefícios para o Brasil, desde bons modos sociais a grandes investimentos em infra-estrutura, estes andando a passos de tartaruga. Contudo um aspecto tem sido pouco discutido, o da profissionalização do Turismo. Numa tentativa de colaborar com a temática, abordarei o assunto no mercado paraense, em particular, o de Belém, capital do estado do Pará.
Nos últimos anos, Belém tem passado por um crescimento da atividade turística, porém não no númeor absoluto de visitantes, mas na forma como empresas e profissionais tem captado novos negócios e clientes, ou seja, o volume de negócios tem aumentado, mas não o número de viajantes.
Se olharmos os dados do Aeroporto Internacional de Belém, a INFRAERO (2010) informa que o aeroporto teve um crecimento de 11% na movimentação de passsageiros em relação a 2009, no mesmo período (Janeiro a julho), contudo os números de 2010, aproximadamente, 1,6 milhão de passageiros são os mesmos de 2008, ano sem crise. Traduzindo: até agora não houve acréscimo, apenas recuperação de mercado.
O crescimento no volume de negócios tem atraído novos profissionais e empresas em busca de oportunidades e mercado, porém muitos estão esquecendo da profisisonalização. Em Belém, há vários conflitos, existem profissionais e empresas atuando em áreas para as quais não tem habilitação e qualificação técnica. Vejamos os principais:
A. Taxistas fazendo o papel de Guias de Turismo e Agentes de Viagem: sem pudor algum, taxistas e recepcionistas de hotel tem vendido diretamente aos clientes dos hotéis passeios pela cidade, o recepcionista fazendo o papel do "agente de viagem" e o taxista da "transportadora" e do "Guia de Turismo". Má informação, cobranças exorbitantes, falsificação de folhetos de agência de viagens e até turista morto em esquina da cidade já ocorreram.
B. Hotéis fazendo papel de organizadoras de eventos: hotéis outrora parceiros das agência de viagens, após iniciar as negociações para um determinado evento, eles mesmos passam a contactar diretamente o cliente/organizador do evento, literalmente, tirando a agência do negócio, que ela captou com recursos próprios.
C. Guias de Turismo piratas: visando diminuir custos e aumentar os ganhos, proprietários de Van e agências de viagem utilizam os próprios motoristas, recepcionistas ou até eles mesmos para realizar os traslados, alegando que o passageiro não pede informação ou custos elavados, fazem o serviço sem a qualidade devida e exercem uma atividade que é reconhecida por Lei, a do Guia de Turismo;
D. Operadores Turísticos e Guias de Turismo "pegando" clientes alheios: Guias de Turismo e Agências de Viagens tem se aproveitado de sua localização ou prestação de serviço para oferecer serviços aos clientes da agência que o contratou. No caso dos Guias de Turismo, é uma falta gravíssima, pois após fazer um primeiro serviço para a agência de viagem, este passa a oferecer outros serviços sem o conhecimento da mesma.
Se esta tendência continuar, logo aumentarão (ainda mais) os problemas relacionados a má prestação de serviço: informações incorretas; acidentes com passageiros; falta de competitividade para captar negócios, pois os membros do trade estão desarticulados; brigas internas por disputa de clientes; diminuição das parcerias operacionais, etc. O que parece ganho agora, é um verdadeiro tiro-no-pé a médio e longo prazo. Cabe ressalatar que o funcionamento da atividade turística é orgânica, ou seja, vários atores trabalhando para que o resultado da experiência turística seja satisfatória para o cliente, sendo assim, cada membro tem queexercer corretamente sua função para todos saiam ganhado e o cliente satisfeito.
E vocês, leitores, o que acham?
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