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domingo, 21 de março de 2010

Turismo não é prioridade em parte da Amazônia: o caso paraense

Nas proximidades da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, diversos governantes estaduais e municipais vem investindo maciçamente em Turismo, seja na promoção, na infra-estrutura ou mesmo na sistematização administrativa. Políticas de longo prazo e a continuidade das mesmas são fundamentais para os resultados positivos, porém alguns governos amazônicos, especificamente, o paraense, não têm entendido as tendências em nível nacional e mundial, pois continuamos investindo em áreas que cedo ou tarde se esgotaram ou possuem limites de crescimento devido a questões ambientais: agropecuária, extração de madeira e exploração de minérios. Quando os recursos estiverem exauridos, parte do Pará estará num nó econômico, fato observado há pouco mais de uma atrás em alguns municípios do sudeste paraense, quando o Ibama e o próprio governo estadual enrijecerem a fiscalização para coibir o desmatamento. O resultado foi o rápido desemprego e aumento dos conflitos sociais.

Em pouco mais de três anos, em nível estadual, a autarquia que gerencia a política estadual de Turismo, a Paratur, teve, além dos recursos reduzidos praticamente a manutenção dos funcionários, três presidentes, sendo um interino. Mais recentemente, a OS (Organização Social) Pará 2000, que administra dois importantes pontos turísticos da capital (Estação das Docas e Mangal das Garças) teve seus recursos cortados, há três meses não recebe os repasses necessários a manutenção dos espaços. Vê-se com muita tristeza e preocupação os rumos dados pela atual gestão ao Turismo. Contudo sabemos que o estado foi seriamente afetado pela recente crise econômica, o que obrigou a rever orçamentos e priorizar áreas, porém como não priorizar uma área de alta geração de emprego e atração de recursos e investimentos? Como ignorar os milhares de empregos diretos e indiretos gerados pelo setor hoteleiro, gastronômico, de agenciamento de viagens, condução de visitantes e transportes turísticos? Se o foco é gerar emprego e renda com preservação ambiental, como não investir em uma área que contribui sensivelmente com a manutenção da floresta (vide caso amazanonense)?

O trade turístico paraense tem razão em se posicionar contra a atual gestão no tocante ao desenvolvimento turístico. Esperamos reverter este quadro em breve ou, infelizmente, aguardar as próximas eleições.
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