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domingo, 21 de março de 2010

Separatismo na Amazônia, não vamos cair nos mesmos erros!

Recentemente temos recebido emails e observado na imprensa políticos se movimentarem para a criação de novos estados principalmente dentro do estado do Pará. Os estados do Tapajós e Carajás estão em vias de serem criados, porém chamo a atenção para alguns fatos:

1. Os políticos que lutam por esta “causa” são justamente os potenciais candidatos a futuros governantes!
2. Em tempos contemporâneos, a abordagem de regionalização e blocos é mais adequada, ou seja, para ficarmos num meio mais popular “a união faz a força”: a região Nordeste, o Mercosul, a União Européia, entre outros blocos, têm colhidos bons frutos;
3. Exemplos de separatismo, aqui mesmo no Brasil, como o Amapá, Tocantins, Sergipe, Acre, Alagoas e Roraima mostram resultados pífios em termos de desenvolvimento, pois enquanto as sedes políticas (as capitais) ganharam grande desenvolvimento, o interior continuou pobre e ainda mais dependente, pressionados pelas oligarquias políticas que se formaram; sem grandes áreas para explorar e com poucos recursos, os novos estados ficaram ainda mais dependentes de repasses federais e perderam importância política no cenário nacional. Já os estados que se mantiveram grandes, com relativa harmonia regional ganharam espaço e contribuíram com o desenvolvimento de outras regiões.

Sugerimos aos políticos “interessados” pelo desenvolvimento de suas regiões que lutem por mais recursos, forcem nossos governantes estaduais a se unirem e lutarem por uma Amazônia mais unida, fraterna e colaborativa. Precisamos nos ver como amazônidas, como uma região comum, somente assim teremos mais voz e ganharemos mais recursos. Se a Amazônia, pela representatividade econômica e ambiental nacional e internacional, ainda não teve a devida consideração política, imaginem ela retalhada politicamente, com cada grupo querendo seu quinhão desta imensa reserva das gerações futuras?
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