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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Infraestrutura para o crescimento da atividade turística: aeroportos

Os principais terminais amazônicos já operam acima do limite, Manaus, Macapá e Santarém. Belém, o segundo maior aeroporto em volume de passageiros, já opera próximo do seu limite operacional*. No restante do Brasil a situação não muito diferente, segundo estado do SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), no maior portão de entrada do país, São Paulo (Guarulhos), nos horários de pico faltam cerca de 12 vagas no pátio para estacionar aeronaves.

A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) já restringiu as operações nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dummont. Agora estuda as mesmas medidas para Brasília. Vejamos parte do estudo divulgado via site Pabrotas, pelo SNEA (Sindicato Nacional de Empresas de Aviação):

GUARULHOS
Em Guarulhos, maior aeroporto brasileiro, e que no ano passado recebeu 21,607 milhões de passageiros, a Infraero promete construir um terceiro terminal de passageiros, uma nova pista para taxiamento dos aviões e a implementação de um sistema de pista e pátio. Segundo o site da empresa, todas as obras estão em processo de licitação, o problema é que dois projetos, segundo o cronograma do Governo Federal, já estão atrasados: pista de táxi (início previsto para dezembro do ano passado) e construção do sistema e pátio (janeiro de 2010).

VIRACOPOS
Talvez um dos aeroportos que mais cresceu nos últimos anos, Viracopos, localizado em Campinas, no interior paulista, vive ainda um momento de evolução. Com a chegada da caçula Azul, o equipamento vem registrando aumentos mensais no fluxo de passageiros, e a tendência para os próximos anos é que esses números continuem em uma ascendente, até porque a portuguesa Tap já anunciou sua chegada. Porém, Viracopos sofre com a inexistência de fingers, sem contar a falta de espaço no pátio para a organização das aeronaves que não estão em operação. Para solucionar o problema, a Infraero montou um plano de expansão que prevê a reforma do terminal de passageiros existente, a construção de um novo espaço para os usuários e mais um pátio. Até o momento, o site da Infraero relata que o atual terminal será revitalizado após o planejamento para a contratação do projeto executivo; já a nova área para os viajantes e a construção do pátio aguardam licenciamento ambiental para a contratação do projeto.

BRASÍLIA
No Distrito Federal encontra-se uma das piores situações do País. O Aeroporto Juscelino Kubitschek, que opera muito acima de sua capacidade (o local tem capacidade para 10 milhões de paxs/ano, mas recebe 12,2 milhões de usuários), necessita ampliar a região sul do terminal de passageiros, mas o projeto encontra-se em elaboração, ainda segundo o site da Infraero. Com ou sem obras, a estimativa da Airports Council International (ACI) é que o local receba, em 2014, cerca de 19,9 milhões de pessoas.
PORTO ALEGRE
Situação parecida vive o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Com previsão de receber 8,8 milhões de passageiros em 2014, o equipamento necessita, segundo o Snea, ampliar sua pista, assim como o espaço para o taxiamento das aeronaves, mas fará somente reformas no terminal de passageiros. A obra, prevista para iniciar em abril (e terminar em junho de 2013), está com o projeto em fase de revisão. A demanda de usuários já está 1,6 milhão acima da capacidade do aeroporto, segundo estudo do sindicato.

MINAS GERAIS
Reforma e modernização do terminal de passageiros e reestruturação e ampliação da pista de pousos e pista de taxiamento. Essas são as obras previstas para o aeroporto de Confins, em Minas Gerais. O equipamento, que recebeu 2,567 milhões de passageiros no ano passado, e que prevê, só em julho de 2014, movimentar 984 mil pessoas, aguarda a elaboração dos projetos. Quando as obras forem concluídas (2013), Confins continuará operando muito próximo da sua capacidade.

“Se considerarmos que as empresas responsáveis pelas obras (as que existem, é claro. Muitos projetos não tem ainda um responsável) têm 23 meses para a elaboração do projeto, sem contar que necessitam encerrar os processos de licenciamento ambiental, resolver trâmites jurídicos e executar das obras, é improvável que essas melhorias aconteçam a tempo”, concluiu o diretor técnico do Snea, Ronaldo Jenkins.

Nota técnica:
A capacidade operacional de um aeroporto é medida, de forma geral, em passageiros/ano, ou seja, quantos passageiros o terminal pode atender confortavelmente ao longo de um ano sem que tenha sua estrutura comprometida, qualitativa e operacionalmente. Contudo um terminal apto a receber 2,4 milhões de passageiros/ano, caso de Belém, não necessariamente estará comprometido quanto atingir esta marca, pois outra técnica utilizada para medir a capacidade operacional de um aeroporto é sua capacidade de processamento por hora, o que aumenta consideravelmente a capacidade total, porém esta medida envolve melhor utilização dos horários no qual o aeroporto está ocioso. De qualquer forma a utilização intensiva e diária do terminal causa um desgaste mais acelerado do equipamento, demandando mais recursos para a sua manutenção, diminuindo a vida útil do equipamento.
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