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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Pará: números do Turismo 2015 e 2016!

Na primeira semana de fevereiro de 2016, a Secretaria de Turismo do Pará e o Dieese divulgaram os números do Turismo Paraense em 2015 e as perspectivas para 2016. Os números fazem parte de uma série histórica de acompanhamento estatístico da Setur-PA e refletem alguns dados interessantes sobre o Turismo no Pará:
Na tabela acima, verificamos, apesar de menor, o crescimento dos fluxos turísticos para o Pará em 2015. Sendo que o crescimento percentual do fluxo internacional foi o dobro do domestico, um reflexo da introdução dos voos internacionais no estado. Estes novos voos trouxeram fluxos nos dois sentidos, tanto emissivo quanto receptivo, potencializando negócios em vários mercados. A tendência para 2016, conforme iremos ver na última tabela é de manutenção do crescimento internacional acima do doméstico.

As receitas com a atividade turística tiveram um aumento acima do crescimento da demanda, contudo não podemos afirmar que foi um crescimento real de aumento de gastos ou se foi pelo aumento do custo dos serviços turísticos. O Setur ainda não pesquisou a qualidade deste gasto para podermos ter um maior amplitude deste dado, contudo continua sendo positivo o crescimento acima da demanda, pois se traduz em algumas possibilidades, como:
- Maior permanência e aumento dos gastos;
- Mesma tempo de permanência, mas um aumento do número de produtos e serviços adquiridos; e
- Aquisição de produtos e serviços de maior valor agregado pela valorização do câmbio;

Os polos turísticos de Belém e Santarém continuam atraindo a maioria dos visitantes, com destaque positivo para Santarém que teve um considerável aumento do fluxo ao longo de 2015, cerca de 6%. Já Belém, apesar da melhor acessibilidade, sofreu uma queda considerável e isso precisa ser estudado para identificar o que levou a dado negativo tão expressivo.

Um dos dados mais controversos foi o de navios de cruzeiro, pois a falta de investimentos na área trouxe uma queda vertiginosa no fluxo de passageiros em Belém, com uma queda de mais de 50%. Já em Santarém e região, os fluxos continuam em crescimento e medidas precisam ser pensadas para que não venha ocorrer no futuro o que vem ocorrendo com Belém, uma perda de escalas por falta de investimento em infraestrutura, entre outros fatores. Uma boa novidade foi a introdução de Soure na Ilha de Marajó entre as escalas dos cruzeiros na Amazônia, com tendência de crescimento para os próximos anos, contudo muitos investimentos precisam ser feitos urgentemente na cidade para melhor acolher os viajantes.

Apesar da crise, o nível de emprego no Pará, na área de Turismo, manteve-se estável, porém se percebe um forte impacto da crise nos setores de Meios de Hospedagem e Alimentação, com um quadro negativo.

Quanto aos setores que mais empregam, continua o destaque para o setor de Alimentação e Transporte, com cerca de 30% cada dos empregos formais na área de turismo no Pará. Apesar da pouca representatividade numérica, o setor de Agenciamento é um dos mais atuantes na comercialização nacional e internacional de produtos e serviços turísticos do Pará.

No movimento aeroportuário, dados da Infraero demonstram o potencial de crescimento dos fluxos de viajantes em aeroportos do interior do Pará e no crescimento de quase 25% no fluxos de viajantes internacionais no Aeroporto Internacional de Belém ao longo de 2015. Se continuar neste ritmo, em pouco mais de 4 ou 5 anos, Santarém deve atingir um fluxo nominal de passageiros de mais de 1 milhão, um recorde regional entre aeroportos da Região Norte, inclusive maior que de capitais como Rio Branco e Palmas e praticamente igual ao de Macapá. Santarém deve se tornar o quarto maior aeroporto em movimentação de passageiros nos próximos anos. 

De maneira geral, os fluxos de viajantes nos aeroportos da Região Norte do Brasil ficaram estáveis ao longo de 2015, mas com perspectiva de queda em 2016 se a crise econômica continuar a piorar. Um destaque interessante da tabela acima é a movimentação aeroportuária do Pará, com 50% dos fluxos de viajantes e com grandes aeroportos no interior, como Santarém, Marabá e Altamira que, juntos, já movimentam quase 1,5 milhão de viajantes.

Para 2016, as perspectivas são excelentes, dado o quadro atual da economia brasileira. Um dos desafios para este ano é melhor aproveitar os fluxos existentes, estabelecendo políticas, produtos e serviços que aumentem os gastos dos viajantes em território paraense, aumento os gastos, apesar da possibilidade da estabilidade dos fluxos, mantendo assim o nível de emprego e renda dos trabalhadores da área.
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