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sábado, 1 de junho de 2013

Aeroporto de Belém precisa de aumento do pátio!

O moderno Aeroporto Internacional de Belém frequentemente é alvo de elogios por parte de seus viajantes, afinal ele é considerado um dos mais funcionais do país. Nos próximos meses deverá ganhar mais lojas e o seu primeiro free shop. Recentemente o aeroporto ganhou uma revisão na sua capacidade operacional, de 2,7 para 3,9 milhões de passageiros, contudo com aumento do uso de novas tecnologias e o aumento na eficência operacional, facilmente poderá extrapolar este teto com razoável conforto aos usuários.
 
Porém as melhorias devem continuar de forma mais sistemática para evitar que a falta de infra estrutura seja um empecílio para o crescimento. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (2012-2013), enquanto o terminal só apresentará necessidades de ampliação em 2030, os pátios do Aeroporto Internacional de Belém deverão apresentar problemas de capacidade já em 2014 (ano que vem), seja pela limitação de espaço para novos voos ou pelo espaços destinados a aeronaves de grande porte.
 
 
Neste sentido, temos dois problemas básicos que já apresentam reflexos desde 2012. No ano passado, várias empresas tiveram pedidos negados de novos voos em determiandos horários para evitar o congestionamento do terminal ou a permanência excessiva em determinado box (ponto de estacionamento no pátio). A política em si não está incorreta, se for pontual, contudo quando as negativas passarem a ser sistemáticas, aí sem teremos um problema mais sério, pois o fato contribui para uma redução na capacidade de aumento da oferta de voos, possibilitando um encarecimento das tarifas. O segundo item relativo ao pátio transcorre dos poucos espaços capazes de receber por muito tempo aeronaves de grande porte, ou seja, caso haja voos com aeronaves de grande porte (767, A330, A340, entre outras), além das aeronaves cargueiras, não pouco os espaços no pátio para permanência destas aeronaves sem comprometer os espaços para as demais aeronaves.   

Recentemente (21/05), ao desembarcar em Val-de-cans presenciei uma cena que vem se tornando frequente, a lotação do pátio. Neste dia havia 5 voos da TAM (Aeronaves A320), três da Azul (1 Embraer 190 e 2 ATR), três da Gol (737-700 e 800), ou seja, 11 aeronaves simultaneamente no pátio, aguardando, desembarcando e embarcando passageiros; além das que estavam paradas no pátio junto aos hangares. A aeronave do meu voo parou em posição remota, onde ficamos aguardando um ônibus nos apanhar. Como o voo estava cheio, tivemos que aguardar o veículo retornar para depois desembarcarmos. Neste dia, até a área de desembarque internacional (de uso misto) estava sendo usada para os desembarques de voos domésticos, ou seja, a saguão de desembarque estava sendo utilizado em plena capacidade.
 
Aeronaves em posição remota. Um fato positivo que mostra o crescimento do voos em Val de Cans, mas que nos lembra da necessidade de ampliação do pátio.
 
Aeronaves de carga e civis de grande porte tem poucos espaços exclusivos no pátio e sua permanência por longos períodos pode comprometer as operações no aeroporto, devido ao tamanho atual do terminal.
 
Fotos: Fábio Romero e Petaepeto 
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