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quarta-feira, 27 de março de 2013

Tendências: Gol sem serviço de bordo!

Apesar de se posicionar como companhia low cost/low fare (de fato somente no início de suas operações), a Gol se perdeu dentro de seu próprio negócio, comprou companhias aéreas com sérias dificuldades, como a Varig e a Webjet, o que explica parte do prejuízo acumulado ao longo dos últimos anos. Ao contrário de cias tradicionais low costs/low fares na Europa e Estados Unidos, como Southwest, Jetblue, Ryanair, Easyjet, entre outras, a empresa possui um modelo de negócio muito difícil de entender: poucos serviços e tarifas elevadas, em alguns casos, bem mais altas que de companhias com modelo tradicional, como a TAM. Após um prejuízo bilhionário, a empresa anunciou a completa extinção do serviço de bordo gratuito e àgua "só se pedirem".
 
A medida é aplicada em muitas companhias pelo mundo, mas como estratégia de negócio e não como desespero para reverter prejuízos, além de desgastar mais ainda a imagem da companhia. Vejam o post abaixo:
 
A fim de reduzir custo e obter mais receita, a Gol acabará até maio com o serviço de bordo gratuito em todos os seus voos domésticos. De graça, só um copo de água será oferecido -ainda assim, a quem pedir. A medida é tomada no momento em que a Gol anuncia prejuízo de R$ 1,5 bilhão no ano passado, o dobro das perdas registradas em 2011.

No quarto trimestre de 2012, a empresa registrou perdas de R$ 447,1 milhões em meio a alta nos custos de combustível e gastos adicionais com o fim da Webjet. O resultado negativo anunciado ontem ocorreu apesar do avanço de 7,5% nas receitas no ano passado, para mais de R$ 8 bilhões.

A informação sobre o fim do serviço de bordo gratuito está em comunicado distribuído a pilotos e comissários, a que a Folha teve acesso. Os voos nacionais correspondem a 95% da operação da companhia, que é a única a oferecer venda a bordo no Brasil. O processo começou em 2009 e hoje abrange metade dos voos nacionais. Na TAM, na Avianca e na Azul, o serviço é grátis.

Desde segunda-feira, o cardápio pago foi estendido para os voos da ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont. Isso significa que, neles, a opção grátis se restringe a água. Até a semana passada, os passageiros da ponte aérea recebiam, de graça, amendoim, suco e refrigerante. Também anteontem a Gol estreou quatro novos kits de cardápio: café da manhã e lanche nas versões "saudável" e "tradicional". Cada kit custa R$ 10 e só é aceito pagamento em dinheiro.

Um café da manhã saudável, por exemplo, traz suco de caixinha, queijo processado light, pãozinho, barra de cereal e geleia light. Não há sanduíches entre as opções. Por enquanto, cada voo terá apenas 26 kits -para uma média de 150 passageiros. No mundo, a venda a bordo é prática comum; companhias de baixo custo, como Ryanair e Easyjet, foram as precursoras do modelo. Nos últimos anos, mesmo as companhias aéreas que oferecem serviço gratuito passaram a reduzi-lo.

"Acreditar no sucesso deste serviço é o início de tudo. Tenham certeza de que estamos disponibilizando um produto de qualidade. Sejam multiplicadores dessa ideia", disse a Gol no texto destinado aos funcionários.

O combustível, que subiu 18% anuais em dois anos, é um dos motivos para o prejuízo. Outros fatores citados pela Gol são a alta do dólar e o aumento acima de 30% nas tarifas aeroportuárias.

Colaborou MARIANA BARBOSA, de São Paulo

Fonte: Folha de São Paulo / 
http://www1.folha.uo...os-da-gol.shtml             
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