Benvindo, Bienvenido, Welcome, Bienvenue, Wilkomen, 歓迎, приветствовать, الترحيب, 歡迎, Benvenuto, Καλώς ήρθες

terça-feira, 19 de março de 2013

Futebol desorganizado, menos negócios!

A Copa de 2014 esta chegando e o tão falado legado talvez fique para alguma década depois. Ainda hoje o que vemos é um desorganização generalizada em quase todos os aspectos, da comercialização a entrada nos dias de jogos. Neste cenário, para além da vergonha nacional, perdemos oportunidades de negócios. Um outro tipo de público precisa ser atraído aos estádios, mas para isso precisaremos de muito suor e jogo em campo para mudar o formato de comercialização e organização em dias de jogos. Algumas questões:
 
- Comercialização: situação atual - venda em precárias bilheterias dos times de futebol e alguns parceiros, como farmácias, em pouquíssimos locais. Para pensar: que tal venda por meio de agências de viagens e turismo? Vendas on line? Novos serviços, como alimentação e transporte até o campo?
 
- Novos negócios: em cidades como Barcelona e o Rio de Janeiro, a razoável organização do futebol local permite que operadores explorem os jogos como produto turístico, incluindo ingressos, acompanhamento de guia e traslados, a experiência de vivenciar um jogo de futebol se torna única. Na Amazônia, apesar de muitas visitantes perguntarem por este tipo de produto, nenhuma operadora de receptivo oferece o produto de forma regular. Primeiro, conseguir ingressos é quase impossível com razoável antecedência; segundo, levar os visitantes aos estádios, com a desorganização generalizada e brigas do lado de fora do campo que ocorrem hoje, definitivamente, não será uma experiência turística satisfatória.   
 
- Acesso aos estádios: engarrafamenetos, brigas, camelos, estacionamento irregular, entre outros aspectos tornam a experiência de ir ao campo de futebol nada agradável. O transporte público deveria ser o principal meio de se chegar aos estádios, mas hoje a prioridade são os carros particulares, o que torna o entorno dos estádios um caos. Nesta área, preços exorbitantes (cobrados por flanelinhas), estacionamentos improvisados e insegurança tornam ainda mais caótica a situação. Contudo, toda esta situação, apesar de aparentemente incorreta, parece fazer parte da realidade dos campos de futebol não só em Belém, mas em quase todo o Brasil - parece normal, segundo alguns, "é a emoção de ir ao campo" e ponha emoção nisso.
 
O que parece normal, esta se refletindo negativamente nas estatísticas, recentemente a Agência Pluri (2013) divulgou dados da média de público nos jogos nacionais em 2012. A média caiu para 4,5 mil participantes por jogo. Estranho, quanto mais chegamos próximo do grande momento do futebol mundil no Brasil, a Copa de 2014, menos interessados temos na "grande paixão" nacional.
 
Com a palavra os presidentes de clubes, as autoridades nacionais e a FIFA!
  
Postar um comentário