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domingo, 2 de dezembro de 2012

Santarém precisa de mais investimentos!

Caros leitores, na semana passada, em audiência pública no município, os santarenos alertaram para vários problemas estruturais que afetam a economia local, diminuindo a geração de negócios e encarecendo os existentes. Entre as principais preocupações, destaque para o precário aeroporto que serve a cidade e o acesso a internet, em tempos de serviços digitais, até emitir uma nota fiscal na cidade é um desafio. Somando-se as reclamações dos santaremos, tenho as que foram feitas por alguns visitantes em visita ao Pará, como a dificuldade de acessar a internet na região e os serviços de telefonia. Quando preciso fazer negócios na região, trabalho com certa antecedência, pois é comum passarem dias sem internet regular ou com baixa velocidade, sem falar nas panes constantes nos serviços de telefonia móvel. Em novembro, por exemplo, fiquei dois dias sem falar com meu irmão, devido ao pane na operadora TIM.
 
Segue o relato de um dos participantes (Fonte: RG 15 e O Impacto!):
 
"O empresário Alberto Batista de Oliveira, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), parabenizou a iniciativa pela organização da Audiência Pública, tendo à frente o deputado estadual Nélio Aguiar (PMN). Conforme o líder empresarial santareno, “é pública a necessidade urgente da construção de um novo aeroporto, não a ampliação, muito menos reforma do atual. Isso não vai resolver o problema, pois a demanda cresceu bastante, impondo a necessidade de se construir um novo aeroporto em Santarém”, disse Alberto de Oliveira. Segundo o presidente da ACES, é solicitada à Infraero que faça a construção de um novo terminal aeroviário, “mas o governo não tem sido sensível nesse sentido”, declarou. O que todos esperam, depois da audiência pública que aconteceu na segunda-feira, dia 26, é que seja esquecida a idéia de ampliação do Aeroporto Internacional Wilson Fonseca. Para o bem de todos, empresários, profissionais liberais e a população em geral, é que um novo terminal aeroviário seja construído, em caráter urgente.
 
Economia: O aeroporto Maestro Wilson Fonseca, da maneira como está operando, muito aquém de seus limites, afeta a economia local de maneira negativa: ”A ligação comercial com os grandes centros produtores, uma vez que encarece bastante o custo do frete”, disse Alberto Batista, citando que: “Hoje, os três sistemas de moldagem de transportes estão comprometidos; pois não temos o rodoviário, que atenda a necessidade de Santarém e região; o sistema fluvial é precário, não temos um porto de qualidade, e é caro e; o aeroporto, como eu falei anteriormente, não tem mais condições de suportar a demanda existente”, falou o presidente da ACES. Junto com ele, estavam vários empresários presentes à Audiência Pública, idealizada pelo deputado estadual Nélio Aguiar. O presidente da ACES foi enfático: ”Nós somos a locomotiva que rege a economia no Oeste do Pará e não podemos ficar prejudicados por falta de um aeroporto sem condições”, informou. Citando números, o líder empresarial falou do enorme abismo que existe entre os preços de passagens aéreas em relação a outras capitais: “Nós temos hoje as passagens mais caras do Brasil”, citou estarrecido o presidente da ACES, Alberto Batista. “Para se ter uma idéia, até para o exterior se viaja mais barato que do Centro Sul para Santarém. O preço de uma passagem São Paulo/Miami é de R$ 1.800; para vir de São Paulo até Santarém paga-se algo em torno de R$ 3 mil. Essa disparidade de preços impede que sejamos competitivos, tanto para oferecer nossas opções de turismo, bem como para transporte de cargas”, citou. (Essa informação foi levantada nos estudos realizados durante as pesquisas da minha Tese de Mestrado). 
 
Internet mais cara: Na opinião do líder empresarial, a situação da internet, rede mundial de computadores, na região, em nada contribui para fechamento de bons negócios: “As empresas estão tendo muitos prejuízos, porque chegamos a ficar até 24 horas com apagão de internet. Com isso, as empresas ficaram impossibilitadas em tirar notas fiscais. Isso atrasa todo o processo da empresa”, disse ele, citando que; “até mesmo nossa empresa foi penalizada em mais de 72 horas em um carregamento, em função da falta de internet”, denunciou. A empresa Supermix, que pertence ao presidente da Associação Comercial de Santarém, ficou 72 horas penalizada, sem poder tirar notas fiscais, fazer operações bancárias, acarretando prejuízos não apenas para a empresa, mas para toda a economia da região, o que pode resultar em demissão de funcionários. “O problema é que aqui em Santarém, a internet, além de ser de péssima qualidade é muito cara. Se for fazer uma comparação com o preço da internet em Santarém, vai constatar que é até vinte vezes mais cara que em Belém, onde existe uma internet de alta velocidade, e possibilita mais emprego e mais renda para as empresas, enquanto aqui somos prejudicados”, denunciou Alberto Batista.
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