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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Aeroportos x acessos: o (mau) exemplo de Guarulhos!

Para chegar até o Aeroporto Internacional de Guarulhos leva tempo e dinheiro, já que as únicas opções existentes atualmente são táxis, ônibus executivos e coletivos particulares (Valores variam de R$ 32,00 ônibus privado executivo até R$ 80,00 taxis). Há anos que o governo do Estado promete uma ligação mais econômica entre a região central da cidade de São Paulo e o aeroporto, que ficam cerca de 30 quilômetros de distância.
 
O projeto mais recente é o da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que visa construir uma linha férrea com cerca de 11,5 quilômetros de extensão, ligando a Estação Engenheiro Goulart na zona leste paulista até o terminal aeroviário.
 

A obra deve começar em fevereiro do ano que vem, com o custo aproximado de R$ 1,2 bilhão, e com previsão de término para 18 ou 24 meses, impossibilitando sua conclusão até a Copa do Mundo, já que ainda há detalhes da licitação que precisam ser discutidas.
 
O aeroporto, que é o maior da América Latina, recebe cerca de 30 milhões de pessoas por ano, sendo que a população permanente do aeroporto (basicamente composta por funcionários) atualmente é de 30 mil, podendo chegar a 50 mil quando as obras da construção de um novo terminal forem concluídas.

A população fluente (passageiros e acompanhantes) é de 300 mil pessoas diariamente.

 
 
Comentários: A situação de Guarulhos ilustra a maioria dos aeroportos brasileiros, eles foram feitos para ricos e não estão adaptados a acessibilidade moderna e aos crescente número de viajantes. Em pensar que a principal forma de chegar a um aeroporto que movimenta 30 milhões de passageiros por ano (820mil pessoas diariamente) é o carro, os caros leitores podem imaginar o impacto ambiental, social e estrutural que isso causa na cidade e nas imediações do aeroporto. Recetemente, inclusive, o aeroporto vinha enfrentando problemas de estacionamento. Nesta situação, a resolução foi rápida, amplio o estacionamento! Para espanto de todos, isso tudo tem explicação, a principal administradora dos aeroportos do Brasil nunca olhou a sério para seu entorno (visão moderna), ou seja, não adianta eu reclicar a água usada no treminal, quando milhares de passageiros usam veículos poluentes para iniciar a sua viagem, além das seguintes vantagens:
 
- Taxistas são mais lucrativos do que trens e ônibus, e menos eficientes, pois afinal transportam em média uma pessoa por viagem e voltam vazios (custos ambientais elevadíssiomos), mas pagam gordas taxas a administração aeroportuária pelo uso do espaço, por isso eles ficam logo ali, na saída do desembarque. Porque não colocar os guichês das empresas de transporte público?
 
- Quanto mais gente vai de carro, melhor para o administrador do terminal, pois como o trânsito não é problema deles, mas o estacionamento sim, traduzindo, estacionamento lotado significa faturamente alto com licitações e taxas cobradas diretamente dos motoristas;
 
Os exemplos mundiais mostram que a facilidade de acesso atrai mais público, mais usuários ao sistema, ou seja, baratear provoca um imenso ganho de escala! Mas para que me preocupar com milhões de usuários se eu posso ganhar de meia dúzia, com a respostas os administradores dos terminais nacionais, estaduais e municipais?
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