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sábado, 14 de julho de 2012

Voando no A380!

Caros leitores, ainda não tive oportunidade de voar na maior aeronave do mundo, o Aurbus A380. Quem sabe em breve! Contudo, segue um Flight Report desta interessante experiência:
Fiz dois vôos no A380, pela Emirates Airlines. Como vocês já devem ter acompanhado aqui também no MD, a Emirates está entre as 10 melhores companhias aéreas do mundo. Apesar de não ser o foco da publicação, aproveitarei a ocasião também para descrever um pouco sobre as impressões que tive dos serviços deles...

Meus voos foram de Dubai para Johanesburgo, e de Johanesburgo para Dubai, sendo 9h de voo cada trecho. Algo importante a comentar foi que fiz esses voos como parte de uma conexão meio maluca. Na verdade, saí de Guarulhos e meu destino final seria Dubai. Na compra dos bilhetes, eu teria opção de não precisar voltar até Johanesburgo para ficar em Dubai. Mas como vi na descrição detalhada dos voos que essa ida e volta “extra” a Johanesburgo seria feita em um A380 e sem custo adicional, não pensei duas vezes (entendam: fui para Dubai, voltei no mapa para Johanesburgo, e depois retornei para Dubai seguidamente só para voar no grandão). Com isso, encarei 18h de voo a mais, o que, pelo menos para mim, valeu, e muito, à pena. Vocês precisavam ver a cara da atendente da Emirates quando expliquei no check-in que havia escolhido aquele trecho adicional de propósito. Ela até chegou a perguntar mais de uma vez: “o senhor tem certeza que não quer ficar de uma vez em Dubai?”. Que nada! Fui, e animado! Isso é que é espírito de viajante, não é? Os serviços da Emirates foram impecáveis. Não tive atrasos em nenhum dos vôos e fui cordialmente atendido em todos os procedimentos de check-in. Uma particularidade do A380 é que a gente já fica boquiaberto logo de cara na sala de embarque em função da quantidade de passageiros esperando para embarcar no mesmo voo. Com isso, no momento da entrada, formam-se aquelas grandes filas, mas que rapidamente se esvaziam pela eficiência do pessoal de atendimento da companhia (não posso negar). Algo diferente também que vale à pena comentar é que o embarque da classe Executiva é feito por uma passarela separada. No A380, a Executiva e a Primeira classe ficam no andar de cima do avião, que conta com sala de estar, ambiente Lounge e muitas outras regalias. Infelizmente, conforto assim ainda é para poucos, e não era o meu caso, que também estava a trabalho. Mas reclamar do quê, não é?
Ainda mais espantados ficamos ao olhar pela primeira vez para aquele “monstro” de avião na pista. Também pudera, para se ter uma idéia melhor da grandiosidade do cara, seu projeto de construção levou mais de 10 anos, com custo superior a R$ 35 bilhões. É tão grande que os funcionários que cuidam do procedimento de manutenção da aeronave ficam minúsculos próximos das “pequeninas” turbinas da máquina. E como também já relatou o MD, para um bicho desses aterrissar em Guarulhos hoje é preciso parar todo o aeroporto.
Agora vamos falar do interior. Os aviões de ambos os voos eram bastante novos. Achei a limpeza também valorizável. O A380 comporta de 525 (três classes) a 845 (uma classe) passageiros, com um comprimento na horizontal de quase 73m, e de 24m na vertical. No meu caso, peguei nos dois voos o avião que era dividido nas três classes. No andar debaixo, o avião possuía uma fileira central de quatro cadeiras que se estendia por 3 diferentes salões internos. Nas laterais, havia outras duas fileiras (uma de cada lado) com 3 cadeiras também, se estendendo por todo o avião. Transitei por ele algumas vezes para ter ideia do tamanho, e achei tranquilo o deslocamento, apesar dos corredores meio apertados (como nos outros modelos de aviões comerciais). Há banheiros nas partes dianteira e traseira, e também nos meios da aeronave.
Outra particularidade que achei bastante interessante é que a tripulação de cabine deles, além de muitíssimo educada, é fluente em vários idiomas. Mesmo num voo saindo de países que não têm nada a ver com o nosso, você certamente achará algum comissário que fale o português. Além disso, apesar das dimensões diferenciadas, os procedimentos de bordo no A380 são os convencionais, com exceção da parte diferenciada em relação ao número e localização das portas de emergência.
Foram servidas refeições muito fartas durante os dois voos, quase que no mesmo padrão e horários. Pouco tempo depois da entrada, serviram vinho (que era à vontade) e aperitivos. Cerca de duas ou três horas mais tarde, serviram uma refeição completa, em que poderíamos escolher entre carne vermelha ou massa. Os talheres eram de metal e os complementos (manteiga, queijo, biscoito e chocolate) bem gostosos. Ah, um detalhe, algum tempo antes da refeição era passado um menu para que todos os passageiros fizessem a escolha do prato principal, da salada e da sobremesa (e isso mesmo na classe Econômica). Para finalizar, serviram um lanche com novos aperitivos e mais chocolate (que era à vontade para quem quisesse).
Ainda sobre o serviço de bordo, algo que gostei demais também (e ainda não havia visto) era um conjunto de 3 etiquetas que eles distribuem logo após o embarque. Elas servem para você colar no seu assento caso queira ser acordado no momento das refeições, na hora que forem passar o Duty free, ou então no caso em que você não queira ser perturbado durante o voo. Gostei demais daquilo, pois vira e mexe eu simplesmente “apago” dentro dos vôos e acabo ficando com fome. O avião é mesmo enorme. A gente fica meio besta com a quantidade de cadeiras. Elas não são lá um leito, mas já são diferenciadas em relação às companhias de menos estrelas (o estofado é bom e até mesmo aquelas das últimas posições são reclináveis). Um detalhe que achei bastante legal também foi que em todas elas havia tomadas e conectores USB. Aproveito a deixa então para comentar sobre o serviço de entretenimento do A380. Para quem não conhece, o sistema da Emirates se chama ICE e funciona no esquema “on demand” (cada passageiro escolhe o que quer ver). Achei ótimo. Há opções de filmes bastante atuais e mais de 1000 canais com programação específica sobre viagens, negócios, cultura, entretenimento etc.; além de jogos, músicas e informações tradicionais sobre o voo. Como ponto negativo para alguns, fica o fato de alguns filmes mais novos do cartaz não possuírem legendas em português. Outra coisa impressionante é que apesar das dimensões os pousos e aterrissagens foram surpreendentemente confortáveis. E também não tive problema algum com a retirada de bagagens. Aliás, ainda fico sonhando aqui com o dia em que nossos aeroportos poderão ter um sistema de retirada de bagagens tão modernos e eficientes quantos os de Dubai. Uma última dica: minhas horas de espera pelos vôos no A380 no aeroporto de Dubai foram amplamente compensatórias. Além de ter ganhado uma refeição da Emirates (pelo intervalo de espera ser superior a 4 horas), o aeroporto de Dubai é lindíssimo. O terminal exclusivo da Emirates parece um shopping de luxo. A moçada que é fã de lugares modernos (além de compras) e for passar por lá não pode deixar de reservar um bom tempo para admirar os seus interiores. Aproveito a deixa para sugerir ao MD que abra uma série específica também para a gente destrinchar os aeroportos (falar da infraestrutura, localização, serviços de cada um etc.).



Enfim, se um dia eu tiver nova oportunidade, voarei novamente de Emirates. E se puder ser em um A380, melhor ainda.

Fonte: texto orignal em http://www.melhoresdestinos.com.br/avaliacao-emirates-a-380.html, via blog Direto da Pista, com edição de Fábio Romero.
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