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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Parceria para cruzeiros no Amazonas


Segundo Mário Ferreira, presidente do grupo, o objectivo é criar uma 'joint-venture' entre a empresa do grupo, Mystic Cruises, e um parceiro norte-americano, que teria cerca de 40% do capital, para iniciar atividade no Brasil em 2014. "Vou encontrar-me com 'hedge funds', fundos de investimento, empresas grandes de cruzeiros a nível mundial", disse o empresário, que participa de uma delegação de cerca de 20 empresas e entidades públicas portuguesas em Nova Iorque, Nova Jersey e Miami.

A missão é organizada pela Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa e, segundo Ferreira, o próprio embaixador Allan Katz empenhou-se em conseguir encontros com alguns potenciais parceiros em Miami, Flórida, o Estado a que está mais ligado. "É nos Estados Unidos que está o controle de 85% das empresas de cruzeiros do mundo e é o país é o maior mercado de clientes", diz o empresário, justificando a preferência por procurar um parceiro nos Estados Unidos.
O curso do Amazonas será feito por um navio construído em Portugal, na Martifer. A Douro Azul (empresa de cruzeiros fluviais portuguesa) tem atualmente em construção na mesma empresa mais dois navios para reforçar as suas rotas de cruzeiros no Douro, em Portugal. O reforço da frota da Douro Azul representa um investimento de 51 milhões de euros, beneficiando de um apoio do Aicep de 37,5 milhões de euros.
 

"Tem tudo a ver com crescimento de dois dígitos percentuais ao ano que o mercado internacional envia para este modelo de negócio. Estão a crescer todos dias", disse o presidente da Douro Azul. Já prevista está a encomenda de mais dois navios para "reforçar o hardware", ele adianta. A empresa deverá facturar este ano 19 milhões de euros, e prevê atingir os 35 milhões de euros dentro de dois anos, com o aumento do número de turistas, sobretudo norte-americanos, australianos, britânicos e alemães. A Douro Azul está também a vender estadias "pré-cruzeiro" em Lisboa, tentando oferecer "um pacote cada vez mais completo" aos turistas estrangeiros, e o interesse em operar na Amazônia desde 2010, como noticiamos na época (clique aqui pra ver).

Fonte: Texto (©) Copyright Economico (Portugal). Imagens (©) Copyright Rui Agostinho e Douro Azul.

Comentários: Enquanto empresários locais não se interessam, grandes grupos internacionais buscam investir na Amazônia. Espero ainda ver um grande desenvolvimento de produtos fluviais na Amazônia. Com milhares de quilômetros de rios navegáveis, os produtos neste nicho de mercado são poucos, além de serem explorados por grandes empresas internacionais. Os cruzeiros que navegam pelo rio Amazonas, por exemplo, basicamente são organizados e operados a partir do exterior. Contudo, num escala menor, existem diversos produtos fluviais sendo exmplorados e consolidados por toda a Amazônia, que precisam em menor ou maior grau, de melhorias técnicas para se tornarem mais competitivos e atrativos. Exemplos: passeios culturais e ecológicos pela orla de Belém; cruzeiros curtos nos arredores de manaus e pequenos cruzeiros em barcos privativos em Santarém.
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