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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Aeroportos regionais dificultam o desenvovlimento econômico

O governo federal deixou de investir R$ 517 milhões em aeroportos de médio e pequeno porte entre 2006 e 2010, segundo dados da Secretaria de Aviação Civil (SAC) obtidos pelo G1. Nesse período, foram destinados R$ 678 milhões ao Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa), fundo que é abastecido com parte da verba arrecadada pela Infraero com tarifas aeroportuárias. Desse total, porém, apenas R$ 161 milhões foram aplicados em projetos de modernização e melhoria de aeroportos, o que equivale a 23,7% do valor disponível nesses cinco anos. O Profaa foi criado em 1992 com o propósito de ajudar a financiar obras em aeroportos de menor movimento e lucratividade, administrados principalmente por estados e municípios. A principal alegação do governo federal para o baixo aproveitamento das verbas do Profaa é a falta de preparo técnico de estados e municípios na elaboração de projetos. Mudanças de gestão, porém, podem ter colaborado para isso.
Desde 2008, a “caneta” do programa mudou de mãos quatro vezes: passou da Aeronáutica para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), voltou para a Aeronáutica e agora será responsabilidade da Secretaria de Aviação Civil, criada neste ano pela presidente Dilma Rousseff. Segundo o ministro da SAC, Wagner Bittencourt, a verba do Profaa vai compor o novo Fundo Nacional de Aviação Civil, também criado com o objetivo de financiar melhorias em aeroportos. O governo, porém, estuda outras fontes para irrigar o fundo e aumentar a verba disponível para os investimentos. Uma das possibilidades é taxar a operação de aeroportos sob concessão da iniciativa privada.

Ajuda aos estados
Bittencourt disse que a SAC tem trabalhado em parceria com os estados para garantir a aplicação da verba disponível no Profaa. O resultado disso, afirmou ele, é que em 2011 já foram liberados R$ 101 milhões para projetos em vários aeroportos. “Nós temos que fazer um trabalho de parceria com os estados, que aplicam o dinheiro do Profaa. E os estados também têm que se estruturar e se capacitar para apresentar bons projetos”, disse. “A gente vai observar ao longo dos próximos anos uma utilização maior desses recursos”. A SAC informou que ainda não recebeu da Aeronáutica o saldo da verba não utilizada do Profaa nos últimos anos. O G1 enviou na segunda-feira (5) pedido à assessoria da Aeronáutica para que informasse qual o valor desse saldo. Na sexta-feira (9), o órgão informou apenas que ainda vai liberar R$ 41.706.334,37 a 11 convênios em andamento desde 2008 e que esses pagamentos devem seguir até 2013.

 

Reformulação
O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar), Apostole Lazaro Chryssafidis, avalia que o Profaa precisa ser reformulado. De acordo com ele, a entidade apresentou sugestões ao ministro Wagner Bittencourt, entre elas a aceleração na aprovação dos projetos, a qualificação dos gestores estaduais para apresentação adequada desses projetos, e que o Profaa passe a aceitar emendas parlamentares, que aumentariam o valor disponível para investimentos. Estudo feito pela Abetar em 175 pequenos e médios aeroportos nacionais, que ficam em regiões de interesse turístico, apontou a necessidade de investimento de R$ 600 milhões por ano até 2015 para adequar esses aeroportos às exigências de segurança da Anac e para atender ao aumento da demanda por voos. A Abetar representa 13 empresas aéreas, entre elas a Trip, Avianca e Passaredo, que operam em cerca de 140 desses aeroportos menores. Segundo a entidade, de 2005 para 2010 o número de passageiros transportados pelas empresas de aviação regional passou de 1,7 milhões de passageiros.
 
 
Comentários: Alguns aeroportos pelo interior da Amazônia, em particular, nos estados do Pará e do Amazonas, sofreram com ameaças de fechamento, por não estarem adequados as normas de segurança e funcionamento para atendimento da demanda. Apesar das recomendações seguidas feitas pela ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, a maioria destes aeroportos continua em situação precária de funcionamento, colaborando para o aumento dos custos operacionais das companhias aéreas, além de encarecer o acesso aos potenciais destinos turísticos e tornando menor as chances de desenvolvimento econômico e turístico destas regiões. Pelo menos agora, já sabemos parte das causas deste atraso e abandono ocorrido em parte do interior da Amazônia.

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