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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

De Lisboa a Amazônia...

A TAP, companhia aérea de Portugal, manisfestou mais um vez seu interesse pelo Norte do Brasil. Na seção Holofote, da revista Veja, numa das edições deste mês (fevereiro), a companhia se disse interessada, no prazo de um ano, de atender a uma cidade na Amazônia, a única região ainda não atendida diretamente pela companhia. Na nota, entre outras informações, segundo a empresa, Belém é a favorita. O interesse pelo Brasil se dá pelos bons resultados alcançados aqui, com quase 1,5 milhão de passageiros transportados, o país tem forte impacto nos resultados positivos alcançados pela empresa em 2010, tanto em passageiros transportados quando em receitas. Hoje, as cidades atendidas são: Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e Brasília; além de Porto Alegre, a partir de junho de 2011. Parte destes passageiros são oriundos de vários países europeus, tornando Lisboa numa das maiores portas de entrada e saída de estrangeiros da Europa em rotas de/para América do Sul. 

A operação para a Amazônia vem sendo tentada há vários anos, ressaltando que em anos anteriores, operadores locais tiveram fretamentos, de certa forma regulares para Lisboa. Em alguns momentos operados com a TAP, com os seus L1011 Tristar e os Boieng 767 da Transbrasil. Vejam as fotos abaixo:


Certamente, torcemos para que a operação venha o mais breve possível e seja um sucesso. Contudo vamos a algumas considerações sobre esta rota:
1. Informações Gerais:
Rota: Lisboa - Belém / Manaus - Lisboa
Duração: Aprox. 8 a 10 horas
Cidades possíveis: Belém e Manaus

2. Ambas as cidades possuem aeroportos capazes de receber as aeronaves utlizadas pela empresa, os Airbus A330 e A340. Belém possui um terminal mais moderno, sem saturação; o de Manaus está saturado;
3. Belém está mais próxima e possui maior capilaridade de rotas nacionais, o que favorece a alimentação dos vôos internacionais. A partir de Belém existem vôos diretos para São Luis, Fortaleza, Salvador, Brasília, Macapá, São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Santarém, Belo Horizonte e Marabá. Neste cenário, Manaus teria que possuir demanda própria mais elevada para manutenção do vôo.

4. Manaus possui maior vantagem competitiva em relação aos impostos sobre combustíveis de aviação, o que compensa, em parte, os custos operacionais, pela distância um pouco mais elevada;

5. Para melhorar as possibilidades de sucesso da rota, o trade turístico amazônico precisaria estar mais unido para a comercialização de roteiros, juntamente com operadores portugueses e europeus, de forma a atrair demanda para esta operação. Ressaltando que a implantação destas operações demanda um esforço conjunto do trade turístico para um resultado positivo;

6. As frequências dos vôos podem ser aumentadas ou reduzidas para se adequar a oferta de assentos a demanda. Por exemplo, em Natal, as frequências já variaram de 4 a 7 semanais, de acordo com a demanda ao longo dos anos;

Pelas informações técnicas levantadas, Belém é, sem dúvida, a favorita. Contudo, o mais importante é a conquista desta operação para a Amazônia.
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