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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Companhias aéreas e os direitos dos passageiros em jogo!

Em 2015, uma das tendências de mercado será a discussão sobre os direitos dos viajantes aéreos no Brasil. Nos últimos meses, muitas reportagens apontaram algumas questões que já vem sendo discutidas pelas companhias aéreas juntamente com a ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil e a SAC - Secretaria de Aviação Civil. As minutas ainda serão discutidas em audiências públicas, mas a discussão promete não ser fácil. Algumas mudanças em discussão:

A. Bagagem em voos internacionais: enquanto nos países europeus e nos Estados Unidos, a franquia para voos internacionais é de uma bagagem apenas e a cobrança de volumes extras possui taxas bem elevadas, podendo chegar até a US$ 100,00 dólares. Em alguns casos, como das companhias low costs, em voos intra europeus internacionais, o viajante só despacha bagagem paga, sem direito a franquia. 
Proposta das companhias: adequar a legislação para apenas uma bagagem em voos internacionais.

B. Passagem de crianças: atualmente, o valor é limitado a 10% da tarifa paga pelo adulto, na prática o valor não é cobrado na maioria das companhias aéreas. 
Proposta das companhias: desregulamentar este item, mas não ficou claro se haverá cobrança por este tipo de viajante que não ocupa lugar.

C. Compensações por questões climáticas: atualmente, as companhias aéreas são obrigadas a arcar com os custos, como alimentação e hospedagem, em caso de mau tempo que gere o cancelamento ou atraso do voo. No Brasil, este processo é intendido como risco do negócio, nos Estados Unidos, azar de todos dos envolvidos, pois as companhias alegam também ter prejuízos com o mau tempo.
Proposta das companhias: não ter que prestar assistência em caso de problemas não relacionados diretamente a sua operação, quando um aeroporto fecha, por exemplo, por mau tempo. Este processo já ocorre nos Estados Unidos, onde as companhias não são obrigados a prestar assistência em caso de nevascas ou outras intemperes.

O ano novo promete intensas discussões sobre os direitos dos viajantes. Após apertar os passageiros, reduzir serviços de bordo, comprar aviões mais econômicos, as companhias, agora, se voltam para os direitos dos viajantes de forma a ganhar mais uns trocados nesta competitiva industria mundial.
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