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sábado, 15 de outubro de 2011

"Ampliação dos Aeroportos"

Sem qualquer alteração no plano de investimentos para a Copa, os aeroportos ganharam uma capacidade adicional de 100 milhões de passageiros/ano. A ampliação ocorreu porque a Infraero, estatal que administra os aeroportos, alterou a metodologia usada para calcular a capacidade da infraestrutura. Pelas contas originais, a capacidade dos 13 aeroportos estratégicos para a Copa (12 cidades-sede mais Campinas) subiria para quase 150 milhões de passageiros/ano com os investimentos de R$ 6,4 bilhões previstos até 2014. Aplicada a nova metodologia, que leva em conta avanços tecnológicos e a mudança no perfil dos usuários, as mesmas obras agora elevarão a capacidade para 256,8 milhões de passageiros/ano. Isso dá uma folga de 41% no sistema, considerando uma estimativa de demanda de 152,6 milhões de passageiros em 2014. Com essa margem, os aeroportos poderiam aguentar de cinco a dez anos além da Copa sem grandes investimentos, dizem especialistas. A IATA, associação internacional de empresas aéreas, recomenda folga de capacidade de ao menos 20%.
O especialista em transporte aéreo e professor da Coppe/UFRJ, Elton Fernandes, ironizou a mudança de metodologia: "Com uma canetada, todos os problemas do setor acabaram", disse. Em fevereiro, Fernandes divulgou um estudo que mostra que dos 13 aeroportos, nove chegariam em 2014 com a capacidade esgotada. Financiado pelo Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas), o estudo foi baseado em dados de capacidade da divulgados pela Infraero. Em 2010, 104 milhões de passageiros passaram pelos 13 aeroportos, que tinham capacidade para receber 95 milhões de passageiros/ano pelos cálculos antigos. Pela nova metodologia da Infraero, o aperto vivido hoje por quem viaja de avião desaparece: a capacidade sobe para 140,6 milhões, 35% acima da demanda.
Os novos cálculos de capacidade começaram a surgir em apresentações sobre os preparativos para a Copa divulgadas pela Infraero em seminários e na internet ao longo deste ano. O superintendente de Planejamento da estatal, Walter Américo, diz que o método passou a ser adotado oficialmente no início de 2010, depois de três anos de estudos. "Hoje você faz check-in pelo celular e isso reduz a necessidade de tantos balcões", exemplificou. Os voos na madrugada, segundo ele, também influenciaram os cálculos. "Os aeroportos ficam abertos 24 horas, mas não considerávamos a madrugada no cálculo da capacidade. Mas agora há muitos voos."

Fonte: FOLHA, hoje 25/set. (http://www1.folha.uo...eroportos.shtml), via Contato Radar.

Comentários: a nova metodologia da Infraero, em si, é uma inovação, pois atende melhor aos novos parêmetros tecnológicos no qual a aviação vem operando. Contudo o fato de um aeroporto, antes sobrecarregado, agora "ampliado" não elimina as filas para embarque, os demorados check in's, as longas filas de decolagem, etc. Um aeroporto que antes poderia receber 3,5 milhões de passageiros, agora poderá receber até 7 milhões necessitará de novos processos de gestão, além de adaptações talvez não consideradas nos cálculos da nova metodologia. Por exemplo, estacionamentos externos, acessibilidade, etc. Um exemplo: o Aeroporto Internacional de Belém possui uma folga operacional além dos 2,7 milhões de passageiros oficiais que pode receber (este ano fechará em mais de 3 milhões de passageiros), porém a área externa do terminal e o estacionamento precisam de urgentes melhorias para atender ao excedente de passageiros, uma vez que a metodologia utilizada para construir o terminal na época também se prova correta ao mostrar a saturação de parte do terminal ao atingir os 2,7 milhões de passageiros nominais de capacidade.
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