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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Pós Covid 19: Missão para os Governadores da Amazônia - mais conectividade, mais negócios!

Caros leitores, viajantes e amigos, enquanto se desenrola a crise provocada pelo novo coronavirus, vamos analisar algumas situações amazônicas e nos preparar, mais do que nunca, para a retomada dos negócios. Precisamos refletir muito sobre nossa região... vamos falar hoje sobre os governos regionais e suas políticas públicas....
Amazônia Legal: região pouco integrada!

Recentemente, uma grande discussão se instalou sobre a Amazônia quando o Governo Federal excluiu todos os governadores da região do Conselho da Amazônia. Foi choro pra todo lado, "um completo absurdo" alguns disseram, "como pode se pensar a região, sem a ilustre presença dos governadores da região?" Para você leitor, que não conhece muita a região amazônica, vamos aos fatos:

A.Política regional: não existe nenhum tipo de política regional de fato na região, plano, planejamento ou algo do tipo que envolva os sete estados nortistas (AM, AP, PA, RO, RR, RR e TO) e os demais estados da Amazônia Legal (MA e MT). Neste sentido, a presença dos governadores num conselho é pouco representativa para a região, pois se nenhum deles tem projeção regional, os planos estaduais são pouco detalhados e tem uma visão de curto prazo, sua presença seria bastante limitada (não que concorde com a exclusão dos mesmos). Por exemplo, no Pará, até hoje não se sabe o que vai ocorrer com a região após o boom mineral, pois muitos municípios vivem apenas da exploração mineral. No Turismo, após intenso investimento e plano de médio a longo prazos de governos anteriores, o governador atual ainda nem sabe o que fazer definitivamente com a Secretaria de Turismo. Em Rondônia, os investimentos em agronegócio, soja, entre outros, pressionam cada vez mais as poucas áreas de florestas nativas remanescentes. No Amazonas, a Zona Franca vive uma constante ameaça entre os que são a favor de sua manutenção e os que querem acabar com as isenções tributárias; já a politica amazonense de turismo é uma das mais perenes e, de longe, é o estado que mais recebe turistas estrangeiros na Amazônia.

B.Integração Regional: os estados são pouco integrados física e economicamente, devido as distâncias, as questões hidrográficas e as particularidades regionais de colonização, além do nível populacional (muitos estados tem populações relativamente pequenas). Neste cenário, os governos estaduais não estabeleceram até o momento nenhuma política de fato para uma maior integração regional, as principais políticas continuam sendo federais, como o asfaltamento da BR 163, a rodovia da soja, que integra os estados do Mato Grosso (região norte do estado) e do Pará (porção sudoeste); e a futura privatização dos aeroportos. A recente redução de ICMS sobre combustível de aviação promovida pelos estados do Pará, Amazonas e Amapá visou a criação de voos internacionais, voos intra regionais (dentro dos próprios estados) e para outras capitais do Brasil. Viajar entre o sul e o norte da Amazônia continua sendo um grande desafio logístico, com valores proibitivos e conexões demoradas, inviabilizando qualquer relação comercial e o turismo.

C.Eventos regionais: mesmo eventos que são chamados de amazônicos, como a FITA - Feira Internacional de Turismo da Amazônia, realizado a cada dois anos em Belém (PA) e a FIAM - Feira Internacional da Amazônia, realizado em Manaus (AM), terminam sendo eventos estaduais, pois integram muito pouco a região.

D.Turismo: as políticas públicas para o setor também são completamente separadas, cada estado tenta captar viajantes sozinhos, como se fosse uma ilha dentro do território amazônico. Nos materiais de divulgação não há regionalidade alguma, ou seja, na Amazônia, venha "conhecer apenas meu estado", como se para chegar ao Amapá ou ao Amazonas, não se tivesse que passar pelo Pará ou Mato Grosso. As iniciativas regionais das Secretarias Estaduais de Turismo são muito timinas ou inexistem. Recentemente, a Setur-PA estava discutindo algumas políticas para roteiros integrados entre o Pará e o Amazonas, processo que alguns operadores já comercializam há anos, mas nunca tiveram apoio.

O cenário é desafiador e mostra muitas oportunidades, pois é notório e perceptível nos territórios estaduais o desenvolvimento do turismo e muitos municípios possuem grande parte de sua geração de renda atrelados aos serviços ligados ao Turismo, como Presidente Figueiredo, Salinópolis, Ilha de Algodoal, Ilha de Mosqueiro, Vila de Alter do Chão, entre outros. O Turismo, sem dúvida, é e continuará sendo um dos principais indutores de desenvolvimento da Amazônia, contudo os governos estaduais e o setor privado precisam olhar para a região como um todo, estabelecendo políticas de integração que facilitem o transito de pessoas e negócios, senão continuaremos sendo ilhas de desenvolvimento limitado do turismo.

Para os gestores, muitos ainda não sabem bem o que o Turismo pode fazer pela geração de emprego e renda das comunidades, então ficam algumas sugestões:

1.Integração aérea: os incentivos fiscais para além de voos internacionais e nacionais, devem priorizar as conexões intra-amazônicas e com potenciais mercados emissivos já conhecidos: Porto Alegre - Belém; Boa Vista - Belém; Rio Branco ou Porto Velho - Belém; Macapá - Fortaleza; Manaus - Rio Branco; Manaus - Porto Velho; Santarém - São Paulo; Santarém - Brasília; entre outros. Algumas destas rotas já foram operadas de forma sazonal e aos poucos estão retornando.

2.Integração do Marketing de Destino: precisamos vender as possibilidades de viagens pela Amazônia e não somente os destinos estaduais individualmente, ou seja, quem vem visitar a região tem que saber que pode visitar o Pará, o Amazonas e o Maranhão na mesma viagem; ou o Pará e o Amapá; ou Rondônia e Amazonas; e não apenas cada estado e suas atrações. As possibilidades de viagens e roteiros são muitas, mas a falta de visão tanto do setor público quanto do privado ainda impede esse tipo de comercialização.

3.Incentivo aos operadores para roteiros integrados: um trabalho muito interessante que pode ser feito, até de forma individual pelas Secretarias Estaduais de Turismo ou mesmo municipais, é mostrar a diversidade de opções do território amazônico para uma viagem, cativando muitos viajantes pela disponibilidade de destinos a serem visitados. Em vez do Pará, por exemplo, vender somente as belezas do estado, poderia alertar aos operadores e viajantes durante a participação em feiras e eventos que poderiam conjugar seus roteiros com as belezas dos estados vizinhos como o Maranhão e o Amazonas. Em pequeno volume ainda, mas alguns operadores de receptivo do Pará já vem trabalhando a demanda orgânica do Círio de Nazaré, que ocorre em outubro na capital paraense, para estender a viajem de grupos para outros estados como o Amazonas ou incentivando a visita a outras atrações maranhenses nos roteiros rodoviários, como Carolina e Lençóis Maranhenses.

O Turismo na Amazônia pós-crise será muito melhor e menos desafiador se os governos estaduais estabelecerem uma ampla política de integração regional, incentivando negócios de proximidade, fomentando o mercado local e incentivando um das maiores bases atuais de geração de emprego e renda na região, que é o Turismo.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Brasil - Turismo Responsável: limpo e seguro!

Olá viajantes, o Ministério do Turismo lançou no início do mês de junho o Selo Turismo Responsável, que estabelece uma série de protocolos para todos os que trabalham com setor de Turismo no Brasil sigam e ofereçam segurança sanitária em todos os momentos da viagem. Agências de viagens, guias de turismo, transportadoras, bares, restaurantes, parques, atrações turísticas, entre outros, estamos adaptando negócios e processos para atender a todos os protocolos. Fique atento aos protocolos do Ministério do Turismo, disponíveis em http://www.turismo.gov.br/seloresponsavel/, mas também aos procedimentos específicos em cada viagem. Consulte o Guia de Turismo e as Agência de Viagens. Para uma viagem ainda mais segura, verifique se a empresa na qual você está comprando a sua viagem e o Guia de Turismo estão no Cadastur - Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Ministério do Turismo (www.cadastur.turismo.gov.br).

terça-feira, 23 de julho de 2019

Nova Marca do Turismo Brasileiro!

Alguns já devem ter visto e outros não, muitos devem ter estranhado e para outros tanto faz! Gosto a parte, a Marca do Turismo Nacional mudou, saiu a Aquarela e veio essa, com uma proposta mais internacional e segundo os criadores, a bandeira neste formato simboliza a rosa dos ventos, que o país tem beleza e atrações em todas as direções. Certamente, a marca anterior estava mais consolidada e fundamentada, precisava apenas de uma atualização; a atual carece de personalidade, mas se vai dar certo, só o tempo dirá. Questões técnicas a parte, a Política Nacional de Turismo precisa urgentemente de um novo ânimo, fiscalização e ordenamento, pois enquanto o Turismo Receptivo Internacional patina nos mesmos 5, 6 milhões de visitantes anuais, números que nem uma Copa do Mundo e Olimpíadas fizeram mudar, o Turismo Doméstico, inter e intra regional cresce a passos largos, destinos como Ceará, Bahia e Gramado já passam anualmente de 1 milhão de visitantes. Neste cenário, toda sorte de negócio ilegal/irregular surge na área, excursões organizadas sem agentes oficiais, casos de câmbio ilegais, guias de turismo piratas, transportadoras precárias, hospedagens sem Cadastur, bares e restaurantes sem as mínimas condições de funcionamento prosperam nessa onda de crescimento. Num período de baixo crescimento econômico e arrecadação de impostos, poucos gestores olharam para uma gestão mais profissional do Turismo como fonte de arrecadação e geração de emprego. Esperamos melhorias nos próximos meses, pois aqui mesmo no Pará a situação anda precária em relação ao ordenamento da atividade turística e com a ameaça do atual governador de fechar a Secretaria de Turismo, as coisas ainda podem piorar.   
Turismo Legal, mais impostos e empregos formais.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Rota Turística Belém - Bragança: abandonada!

Em 2015, a SETUR - Secretaria Estadual de Turismo em parceria com a SETRAN - Secretaria de Transportes lançou a Rota Turística de Bragança, com cerca de 225km entre a capital (Belém) e a cidade de Bragança (Polo Amazônia Atlântica). As estradas da região ganharam sinalização turística, visitas técnicas de agentes de viagens e operadores, foram ofertados treinamentos e muitos negócios se dinamizaram na época, principalmente, os balneários (igarapés) da região. Outras cidades também estavam envolvidas, pois se localizam no circuito histórico-ferroviário da Estrada de Ferro Belém - Bragança: Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Izabel do Pará, Castanhal, São Francisco do Pará, Igarapé-Açu, Nova Timboteua, Peixe-Boi, Capanema e Tracuateua, com atrações que se espalham pela BR-316 (Belém a Castanhal), PA-320 (Castanhal a Igarapé-Açu), PA-242 (Igarapé-Açu a Capanema) e BR-308 (Capanema a Bragança). Passados 4 anos após o início do projeto, o que encontramos é um completo abandono da maior parte da rota, apenas com investimentos públicos pontuais realizados em alguns municípios como Salinópolis (Duplicação do acesso a praia do Atalaia e o novo aeroporto) e poucos privados, principalmente na ampliação de balneários. Em maio de 2019, percorremos a rota e segue alguns registros dos problemas encontrados:

Mapa oficial da rota, muito investimento inicial e nenhuma continuação: como política pública, a rota esta completamente abandonada!

Placas de sinalização apagadas são comuns ao longo de quase todo o trajeto!

Além da comunicação visual esta visivelmente gasta, outros problemas tornam praticamente impossível criar e fechar negócios na região: a cobertura de internet e telefonia móvel em quase todos os municípios da rota é precário.

A Estrada de Ferro Belém - Bragança é símbolo da rota.

A pórtico do Município de Castanhal, abandonado, mostra que as administrações municipais não abraçaram a ideia e não vem a atividade turística com potencial de geração de emprego e renda para as populações locais.

Alguns placas ainda estão em bom estado de conservação, mas sem site oficial, poucas informações digitais e quase sem acesso a internet, fica difícil perceber de fato a rota.

As poucas placas de quilometragem do trajeto não mostram muita coisa além da distância, reflexo do projeto da SETRAN, muito básico.

Placas mal conservadas não ajudam na localização das atrações.

A falta de continuidade das políticas públicas faz com que os negócios da região não alcancem um desenvolvimento razoável, com muitos locais com pouco ou quase nenhuma infra estrutura de apoio.

Algumas placas foram mal projetadas, não informam a distância de forma adequada, apenas o sentido, o que deixa o visitante desorientado.

Os negócios na região quase não tem acesso a serviços digitais mínimos, tornando o contato com eles muito difícil. O resultado é o baixo desenvolvimento do negócio.

Apesar de bonitos, muitos balneários tem crescido de forma desordenada e o tratamento do lixo deixado por milhares de visitantes (Locais) não tem sido o mais adequado em muitos casos, poluindo os cursos de água da região.

A região é muito bonita e apresenta um potencial turístico local imenso, inclusive para geração de emprego e renda, mas precisa de um olhar público urgente!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Singtur-PA: Ação inédita de Sensibilização!

O Singtur-PA - Sindicato dos Guias de Turismo do Pará iniciou no final do mês de junho uma ação inédita nacionalmente, pela primeira vez uma sensibilização terá abrangência para as diversas irregularidades cometidas no Turismo Nacional. Nos últimos anos, com o crescimento da atividade turística, houve também o aumento de irregularidades e ilegalidades no turismo do Pará e no Brasil:
- Excursões organizadas por pessoas sem empresas;
- Excursões regionais, nacionais e internacionais sem acompanhamento de Guia de Turismo;
- Transportadoras piratas;
- Violações no código de Defesa do Consumidor;
- Oferta irregular de serviços turísticos no Aeroporto Internacional de Belém;  
- Oferta de serviços irregulares em pontos de taxi e hotéis;
- Sonegação fiscal;
- Emissão irregular de notas fiscais;

As irregularidades são tantas que a imagem do Pará segue manchada em muitos estados nordestinos, por causa das excursões com irregulares e ilegalidades que entram nestes mercados. Segundo o Conselho do Singtur-PA, o objetivo é alertar consumidores, prestadores de serviço e órgão reguladores e de fiscalização sobre todas estas irregularidades. Segue o material que será utilizado durante a campanha: 



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Fiscalização e multas no Turismo do Ceará!

A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou recentemente uma nova Lei que regula algumas atividades turísticas na cidade, com destaque para os passeios, cadastro e guiamento, inclusive com multas pesadas para quem descumprir as normas. A Lei também criou a figura do Agente de Fiscalização, por meio da AGEFIS - Agência de Fiscalização com objetivo de coibir o elevado número de passeios e serviços que estão sendo realizados sem guiamento, por exemplo; ou mesmo por pessoas sem nenhum tipo de credenciamento exigido pela Lei Geral do Turismo (Federal). 

A Lei foi publicada no Diario Oficial no dia 21 de dezembro de 2017. Segue os valores das multas:


- Prestar serviço de turismo sem cadastro: R$ 4.000; 
- Prestar serviço de turismo com cadastro vencido: R$ 3.000;
- Promover e executar passeios, excursões etc... sem guia de turismo cadastrado: R$ 5,000;
- Utilizar a credencial fora das suas atribuições: R$ 3.000.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

BRT - Belém: sonho de um passageiro suado e um ciclista atrasado!

As obras do BRT - Belém são uma miragem, um sonho, que, como contribuintes de Belém, vemos passar todos os dias sem que as autoridades competentes minimamente executem a obra com a devida qualidade. A história do BRT começou confusa, às pressas, nas mãos do prefeito anterior, Duciomar Costa e como era de se esperar, o prefeito atual, Zenaldo Coutinho, alegou uma série de questões para paralisar e depois retomar a obra. Neste meio, a Caixa Econômico Federal fez uma série de exigências técnicas, de projeto, para que o dinheiro fosse liberado... o restante desta novela acompanharemos a seguir, por meio de fotos feitas por mim nas últimas semanas. Vamos verificar como a obra esta sendo mal executada, os sérios problemas encontrados  no trecho pronto, a falta de funcionamento das estações, entre outros problemas:

Apesar da promessa (mais uma), a maioria das estações do BRT - Belém estão fechadas e sem previsão para abertura. A última promessa era que estariam funcionando em agosto, já estamos em novembro e nada.

Em algumas Estações, as paradas são próximas as travessias e das paradas dos ônibus comuns, como esta da Marambaia. Outras estações não estão conectadas, as paradas são distantes e os pontos de travessia também, ou seja, o que seria para facilitar, será mais um transtorno para os usuários. Você ganha tempo na viagem e perde andando até a Estação, como da Marinha (ainda fechada). 

Administrativamente, a Prefeitura ainda não mostrou capacidade técnica de manter os espaços já entregues. No trecho pronto, as praças estão abandonas e, como se vê na foto, tem mato pra todo lado. 

Os separadores de fluxo já se foram em muitos trechos, antes era uma feia barreira de concreto, as atuais peças amarelas já sumiram em muitos trechos, como este na avenida Almirante Barroso.

Nas proximidades da Estação São Brás, o destaque seria o Monumento Magalhães Barata, também abandonado.

A Estação São Brás esta integrada ao Terminal Rodoviário de Belém, uma pena que a Estação não se conecta com quase nada.

Algumas poucas linhas param na Estação São Brás, apenas se conectando ao BRT... enquanto isso o bilhete único, integração com as demais linhas estão projetadas nos intermináveis estudos da SEMOB (Uma pergunta: estes estudos não foram feitos antes de se dimensionar as Estações?)

Alguns trechos das obras do BRT possuem ciclovias, mas uma vez desconectadas, como no caso das Av. Almirante Barroso e Augusto Montenegro, quando se chegada no Entroncamento pela ciclovia não há conexão.

As faixas dos ônibus expressos foram mal dimensionadas, a separação fica muita próxima ao fluxo de veículos. Nas curvas, os veículos ficam muito próximos a grade e qualquer desatenção, ocorre o que vemos acima, as cercas são destruídas. 

Perdemos três chances de fazer a obra de forma correta, primeiro no planejamento, despois na fiscalização e em seguida na execução. No caso desta rampa de acesso para cadeirantes, era para estar no mesmo nível da sarjeta, mas o que vemos é um batente elevado. Será que o pedreiro que executou a obra não pensou - "será que uma cadeira de rodas passa bem por aqui"?

Nas ciclovias ocorre os mesmos problemas, batentes em quase todas as descidas, um absurdo. Será que quem executou a obra não anda de bicicleta também? Isso atrasa a viagem dos ciclistas, danifica os pneus e deixa a viagem bem mais desconfortável.

Próximo a Estação Marambaia, num trecho de 100 metros existem três pontos de ônibus comuns. Um exagero!

Neste registro, verificamos que o divisor de fluxo projetado é muito estreito, causando acidentes.

Diariamente, passageiros suados aguardam nas paradas os ônibus comuns e observam o BRT passar refrigerado, na maioria das vezes vazio.

Acreditem: aqui nesta área é uma calçada e a ciclovia, mas onde esta a sinalização?

Segundo o projeto, a fiação da área seria subterrânea, mas pela sombra dos fios, somente dos postes de iluminação pública foram feitos neste formato. O restante das redes (energia, internet e telefone) continuam aéreas.

Quem projetou e/ou executou o BRT, certamente não usa o transporte público e não tem o mínimo senso de estética, funcionalidade e usabilidade. Olhem o caso acima: em frente a parada fica a ciclovia (que deveria passar atrás da parada, para não ocorrer encontro de fluxos) e depois da ciclovia o jardim, no qual os passageiros são obrigados a pisar ao subir e descer dos ônibus.

Para quem não trafega na região da Av. Augusto Montenegro, fique sabendo que as obras já se estendem ao longo dos 16km da avenida, do Entroncamento até a Agulha, nas imediações das obras do novo hospital Aberlado Santos. Um transtorno sem fim! Para os usuários do sistema, principalmente, passageiros e ciclistas, a situação é completamente absurda - ninguém entende porque estes ônibus estão a mais de um ano andando vazios diariamente, com tantas passageiros sobrando nas linhas comuns? Outra pergunta - por onde andam os vereadores de Belém?

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Transportes de Lisboa e o Turismo!

Caros leitores, muito interessante o artigo a seguir, publicado originalmente no site português Publituris (www.publituris.pt)! O breve artigo trata da problemática dos transportes públicos e os impactos causados pelas atividades turísticas na capital portuguesa. O interessante é que o impacto não é assim tão grande, mas já merece as devidas discussões para a antecipação de problemas e soluções de algumas questões que já se apresentam, como o acesso aos eventos e transportes, chamados por eles de complementares, como UBER e Cabify! É bom ficarmos atentos, pois em Belém a Câmara de Vereados anda há anos luz destas questões! 

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=qE21km2DFec
O elétrico que circula pelo centro histórico lisboeta é um dos meios de transporte que mais tem sentido o aumento da demanda turística, impactando no uso dos moradores locais.

Artigo completo: https://www.publituris.pt/2017/08/28/transportes-publicos-lisboa-adaptam-ao-turismo/

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A nova FITA, turismo pirata e os preços da alimentação no Pará!


A FITA - Feira Internacional de Turismo da Amazônia, em sua oitava edição, ocorrerá em Belém entre os dias 21 e 24 de setembro e na onda deste novo momento gastronômico vivido pela Amazônia, em especial o Pará, o evento ganhará uma nova roupagem, intitulada Festival de Turismo e Gastronomia do Pará. O evento será bem eclético, com espaços para atividades científicas, apresentações em outros estados, além das apresentações de roteiros e atrativos. 

O esforço de organização da feira é louvável, ainda mais em meio a crise econômica vivida pelo país, sobretudo pelo fato da Feira ser custeada, em parte, por recursos do tesouro estadual. Isso mostra a importância que o setor de turismo possui para a região. Contudo, aproveitando o ensejo, cabe destaque a alguns pontos que, a médio e longo prazo, diminuem os ganhos possíveis com a exposição promovida pelo evento:

A. Turismo Pirata: o crescimento do turismo irregular, pirata, no Pará esta muito elevado. Diariamente, dezenas de serviços são realizados de forma irregular na capital e no interior do estado: guias de turismo irregulares, agências piratas, veículos de turismo sem registros, estacionamentos não permitidos, custos operacionais elevados, entre outras questões de legalidade atrapalham todos os dias os operadores paraenses. Problemas causados justamente por gestores públicos como a Infraero, Secretaria de Turismo do Estado - Setur, Coordenadoria Municipal de Turismo - Belemtur, Secretaria de Mobilidade Urbana - Semob; entre outros. Sem resolvermos as questões do turismo ilegal, dificilmente teremos um retorno social mais abrangente destes investimentos.

B. Elevado preço da alimentação no Pará: recentemente, tenho acompanhado algumas reclamações de turistas em visita ao Pará, além das questões de sujeira e abandono de algumas atrações, como o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Ver-o-rio, uma tem me chamada a atenção, os elevados valores cobrados pela alimentação no Pará. Em visita recente, um grupo de Minas Gerais, por exemplo, reclamou incisivamente sobre os preços dos restaurantes na capital paraense: 'nossa, R$ 76,00 o quilo', 'R$ 70,00 o buffet, que absurdo', entre outras reclamações, como o preço da tapioquinha e de salgados em alguns pontos turísticos. Experiências a parte, o fato é que alimentação em bares e restaurantes em Belém anda bem elevada; com grupos então, fica bem difícil agendar nos melhores restaurantes. O fato é que a cidade de Belém não fica muito atrás em termos de custo de alimentação, se comparamos com o Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, entre outros; mas em relação a Goiânia, Fortaleza e Recife, por exemplo, a capital paraense perde competitividade. Para aproveitarmos este boom gastronômico, devemos estar atentos ao custo dos nossos serviços e produtos, senão o resultado poderá ficar na ilegalidade ou simplesmente perdermos o bonde da história, como já ocorreu com o Marajó. 

A expectativa para o evento, segundo a Setur, é atrair mais de 30 mil participantes que devem conhecer um pouco mais das belezas estaduais e, esperamos, que viagem mais pelo estado! Sucesso ao evento! Mais informações em: http://www.fitaamazonia.com.br/.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Turismo Pirata cresce assustadoramente no Pará!

O Turismo Pirata, aquele feito por pessoas não habilitadas, empresas fantasmas, guias não credenciados, agências não registradas, taxistas, entre outros, cresceu assustadoramente nos últimos anos em Belém e no Pará. Os poucos esforços feitos por associações de classe do trade, assim como os entes públicos, responsáveis pelo ordenamento da atividade, como o Ministério do Turismo, Secretaria Estadual de Turismo e Coordenadoria Municipal de Turismo - Belemtur, apesar das várias denúncias, levaram a esta situação lamentável. Diariamente, são feitos fragrantes de diversas irregularidades, como as registradas a seguir:

Taxistas oferecem em diversas esquinas serviços turísticos sem nenhuma regulamentação, totalmente a margem da Lei. Lembramos que o taxi é um tipo de concessão de transporte público e em nenhum momento inclui serviços de Turismo.

Taxista aguardando o "tour" próximo ao Mangal das Garças!

Em frente de alguns hotéis, a sinalização turísticas foi destruída.

Os espaços que deveriam ser de Turismo estão ocupados irregularmente por particulares e pontos de taxis não autorizados.

Investimento público depredado.

Algumas irregularidades recebem apoio de hotéis oficiais

O crescimento do turismo irregular traz sérias consequências para a economia paraense e, em especial para a capital, tanto para o setor público quanto privado, refletindo em questões urbanas, de profissionalização e diminuindo sensivelmente a qualidade do produto paraense. Vamos a algumas destas questões:

1. Qualificação: O grande número de profissionais irregulares atuantes traz a percepção que a qualificação não é necessária, como no caso de Guias de Turismo, impossibilitando o fechamento de novos cursos e impedindo a renovação natural do mercado. No caso do Guiamento, em Belém já houve até mortes no trânsito, pois o profissional que se dizia Guia de Turismo orientou o motorista de forma incorreta durante um passeio e causando o acidente que vitimou o turista.

2. Prisões e constrangimentos: devido a um elevado número de organizadores de viagens irregulares, muitas excursões que se direcionam a outros mercados (Turismo Emissivo) estão sendo abordadas em outros estados, constrangendo viajantes e organizadores. O problema das irregularidades do Turismo no Pará tem afetado outros mercado, como o Nordestino. A situação tem se tornado tão grave que um membro representante dos Guias de Turismo do Ceará utilizou a seguinte frase durante o último Congresso Brasileiro de Guias de Turismo realizado em Natal em maio desta ano: "Meu problema hoje se chama Pará". Com razão o representante usou a expressão, pois durante o mês de julho, por exemplo, podem ocorrer até 50 grupos ou mais de turismo no Ceará (O Pará, ao lado de São Paulo, é um dos maiores emissores de viajantes para o Ceará, segundo a Secretaria de Turismo estadual), apenas rodoviário, sendo que mais de 70% vão sem o Guia Nacional e por consequente muitos operadores irregulares ou piratas também não contratam guias locais para os passeios.

3. Qualidade do produto: excursões sem guias, ônibus sem os equipamentos em pleno funcionamento, motoristas despreparados, passeios locais sem guia, hotéis trocados em cima da hora, informações incorretas, assaltos, entre outras questões tornam a percepção do produto paraense aquém do seu real potencial. Baixa qualidade do produto compromete a experiência turística e diminui o custo benefício do produto paraense. Imaginem que um taxista cobra o mesmo que uma agência de viagem de receptivo regular para fazer um tour em Belém, enquanto pela agência há um guia de turismo explicando tudo em detalhes, acompanhando o visitante em cada atração; os taxistas apenas levam o turista até a porta das atrações; sem dúvida, nesta última opção a qualidade da experiência será bem menos satisfatória.  

4. Arrecadação de impostos: taxistas irregulares, transportadoras sem Cadastur, agências de viagens piratas, hotéis vendendo serviços sem registro, guias de turismo nacionais e locais piratas impactam economicamente na atividade, diminuindo a arrecadação de taxas e tributos, como o ISS e ICMS. Em tempos de crise e baixa nos cofres públicos, seria interessante o poder público reavaliar as políticas ligadas ao Turismo e este mar de irregularidades que enfrentamos no Pará!   

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Royal Caribbean investe em novo terminal em Miami

Enquanto na Amazônia amargamos vários anos de queda no fluxo turístico de cruzeiristas pelos rios da nossa região, sem termos nenhuma política pública voltada para o setor; em Miami (Estados Unidos) a Royal Caribbean pretende inaugurar um novo Terminal de Cruzeiros como base para suas operações para as Bahamas, Caribe Central, Cuba e México.

O novo Terminal, como o M de Miami estilizado, a Royal pretende movimentar mais de 1 milhão de passageiros anualmente na cidade, gerando empregos, renda e ocupação hoteleira adicional com os pernoite na chegada e saída dos cruzeiros.

Mais informações e vídeos: http://www.publituris.pt/2016/06/29/royal-caribbean-cruise-vai-ter-novo-terminal-miami/

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Salinas, entre o diferencial e os velhos problemas!

Salinópolis, munícipio localizado na costa Nordeste do Pará, numa região turística chamada Amazônia Atlântica, vem recebendo muitos investimentos imobiliários nos últimos anos. Segundo perspectivas dos técnicos da Secretaria de Turismo do Pará, nos próximos anos a cidade deverá se tornar um dos principais polos turísticos do Pará, tanto para o turismo regional quanto nacional, principalmente para estados próximos, como Maranhão e Tocantins, por causa do f´cil acesso rodoviário via BR 316 (Pará - Maranhão - Nordeste) e BR 010 (Belém - Brasília). Neste sentido, vários projetos estruturantes tem sido considerados para a região, como a construção da orla da praia do Atalaia e a reconstrução do aeroporto regional; além de melhorias pontuais como a organização do transito na praia e nos arredores. Contudo alguns problemas persistem e parecem de difícil solução, como as barracas de praia de madeira ao longo da areia. Em 2016, alguns incidentes foram registrados, além do desmoronamento de uma. Esperamos que tanto o Governo do Estado, um dos principais responsáveis pelos investimentos turísticos no município e a prefeitura de Salinópolis estejam atentos as melhorias necessárias para que a qualidade da experiência turística no município continue satisfatória.

A praia do Atalaia: em período de alta temporada, o Detran-PA - Departamento de Trânsito do Estado do Pará organiza todo o trânsito na faixa de areia, diminuindo os acidentes e os conflitos de usuários (banhistas com praticantes de esportes radicais, por exemplo).

Muitos barracas tem sofrido com o avanço da maré, que segundo geógrafos da UFPa - Universidade Federal do Pará é um fenômeno natural, uma vez que esta região é de formação geológica recente, então muito instável, por isso é comum as mudanças constantes na geografia das praias da região.

Detalhe do desmoronamento de uma das barracas de praia na praia do Atalaia, por pouco ninguém se feriu.


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Governo Federal: ao ostracismo do Turismo!

A paralisia governamental, as mudanças constantes em ministérios e a política atual tem levado o setor de turismo nacional a patamares do passado. A continuação atual da política brasileira de Turismo nos levará a resultados cada vez piores para o setor:

1. Cancelamento de voos internacionais: se o número de cancelamentos continuar, teremos a mesma situação da década de 1990, quando para sair ou entrar no Brasil tínhamos longas conexões, tarifas elevadas e quase sempre dois pontos de entrada e saída: via aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo. Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Manaus, Campinas, entre outras cidades, já perderam dezenas de rotas e frequências ao longo dos últimos meses. O número menor de voos e o encarecimento de tarifas dificultará mais ainda a inserção do Brasil no cenário internacional da atividade turística;

2. Impostos e taxas: a Governo Federal aumentou ainda mais a tributação sobre o Turismo, somente este ano tivemos o Imposto de Remessas Internacionais, de 6,5%; e mais recentemente o IOF - Imposto Sobre Operações Financeiras sobre a compra de dólar em espécie, que subiu de 0,38% para 1,10%, três vezes mais;

3. Política de visibilidade internacional: 6,3 milhões de turistas internacionais é a exposição do fracasso da política atual de atração de visitantes para o país, além claro de demonstrar um imenso potencial, contudo os últimos 10 anos não se tem alcançado os resultados esperados. A aproximação diplomática, majoritariamente,  com países latinos e caribenhos com pouco fluxo turístico para o Brasil, como Venezuela, Equador, Bolívia, Cuba; além de africanos, como Angola e Moçambique; contribuem para este resultado; 

4. Turismo Doméstico: a pouca diversificação de rotas e a pouca conectividade entre alguns mercados é outro entrave a atividade turística doméstica. Recentemente, Manaus, na Amazônia, perdeu os voos diretos para Boa Vista e Fortaleza, provocando encarecimento das tarifas e alongamento das viagens;

5. Ordenamento e Fiscalização: apesar do sucesso do Cadastur - Cadastramento de Prestadores e Empresas Turísticas do Ministério do Turismo, o Mtur não tem conseguido fazer frente as demandas de ordenamento e fiscalização da atividade em todo o país. O resultado é um crescimento desordenado da atividade e sem o correto dimensionamento, pois há muitas atividades não regulamentadas ou ocorrendo de forma completamente ilegal, como parte do guiamento e agenciamento turísticos.

A situação pode se tornar ainda mais difícil para a área nos próximos meses se a situação econômica e política do país não melhorem, voltaremos a ser uma ostra, um setor escondido da economia a ser novamente descoberto!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Brasil, menos turistas em 2015 e continua o potencial!

O Turismo no Brasil em 2015 teve resultados inferiores aos verificados em 2014, ano da Copa do Mundo. O resultado, de certa forma, já era esperado dado a excepcionalidade do evento, contudo não deixa de ser um alerta, pois não se verificou o bom de turistas alardeada com a concretização do evento no país, além disso os resultados apontados pelo Ministério do Turismo revelam algumas fragilidades do mercado atual. Vamos aos resultados divulgados pelo site Panrotas e Ministério do Turismo, com comentários em vermelho:


Em 2014, 6,42 milhões de turistas estrangeiros visitaram o Brasil. No ano passado foram 6,3 milhões, uma queda de mais de 100 mil visitantes (ou cerca de 2%) e frustração para o País que achava que tudo ia mudar (para melhor) depois da Copa do Mundo de Futebol. As informações são do Anuário Estatístico do Turismo, do MTur, que também registra a liderança dos visitantes argentinos. No ano passado foram 2.079.823 turistas argentinos, o que corresponde a 33% do total. Os Estados Unidos permanecem na segunda posição (575.796), seguidos do Chile (306.331).

“Acredito que o Turismo será o grande legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O revezamento da Tocha Olímpica, que terá início no próximo dia 3 de maio, em Brasília, e percorrerá mais de 330 municípios brasileiros será o momento decisivo para consolidar os destinos turísticos nacionais para o mundo”, enfatizou o novo ministro do Turismo, Alessandro Teixeira, nomeado na semana passada.

A Copa do Mundo ocorreu em várias cidades do Brasil e com maior apelo televiso e esportivo, mesmo assim os resultados não foram os alardeados pelo Governo Federal. Sendo assim, como as competições olímpicas se concentram basicamente em uma única cidade - Rio de Janeiro, não há de se esperar milhões de turistas circulando por aí. Uma visita de poucas horas numa cidade, não consolida destino algum.

O levantamento feito pelo Ministério do Turismo com base em dados da Polícia Federal aponta que 54% dos turistas estrangeiros no País em 2015 eram dos vizinhos da América do Sul. O Paraguai aparece na quarta posição do ranking com 301.831 mil visitantes e o Uruguai na quinta, com 267.321.

No continente europeu, a França se destaca na sexta colocação com o envio de 261.075 turistas.

São Paulo continua como a principal porta de entrada para os estrangeiros que chegam ao Brasil. Em 2015, 2,2 milhões de visitantes desembarcaram no Estado, um crescimento de 1,3% em relação a 2014. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, seguido pelo Rio Grande do Sul, principalmente com entradas por via terrestre (89%).

Apesar de mais de uma década na tentativa de diversificar o mercado turístico internacional, basicamente continuamos dependente de poucos mercados: latinos mais próximos e norte americanos; além da concentração olímpica dos portões de entrada no país, ou seja, 80% dos turistas que entram em nosso páis, basicamente utlizam as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e do estado do Rio Grande do Sul.
MTur

MTur

A Política Nacional de Turismo precisa ser rapidamente repensada e as estratégias revistas, continuamos patinando nos números, apesar de melhores a cada ano. Algumas questões para reflexão:
- 6,3 milhões de turistas internacionais num país do tamanho do Brasil é muito pouco, a maioria das ilhas caribenhas, com territórios menores que estados brasileiros recebem muito mais turistas proporcionalmente, mesmo a fechada e até então isolada Cuba recebe mais de 4 milhões de visitantes anuais; 
- portões de entrada: precisamos que os governos diversifiquem os portões de entrada do país. O Norte e o Nordeste do Brasil precisam de mais voos internacionais, pois além da proximidade geográfica com o mercado europeu, caribenho e norte americano, potencializam as visitas a mercados mais distantes dos atuais portões de entrada do país;

E vocês, o que acham?